Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!

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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Resenha de Filme - O Agente da U.N.C.L.E.

O Agente Da U.N.C.L.E. Tios Da Guerra Fria.
Um interessante blockbuster passa nas telonas. “O Agente da U.N.C.L.E” é baseado numa antiga série de TV e transpira os tempos da Guerra Fria. Antes de mais nada, é muito legal dizer aqui que, mais uma vez, temos um filme com uma boa caracterização de época, onde locações, cenários e figurino fazem muito bem o seu papel. Mas a película não é somente isso. Temos uma trama bem interessante, com cenas de espionagem e ação na medida certa, com pouca pirotecnia.
O filme fala de uma aliança entre um agente secreto americano, Napoleon Solo (interpretado pelo “Superman” Henry Cavill) e um agente secreto russo, Illya Kuryakin (interpretado pelo “Cavaleiro Solitário” Armie Hammer), formada para desbaratar um grupo terrorista formado por antigos fascistas e nazistas da Segunda Guerra Mundial que conseguiram montar uma ogiva nuclear. Entre esses dois agentes, está uma jovem moça, mecânica de automóveis na Alemanha Oriental, de nome Gaby (interpretada por Alicia Vikander), que é filha de um antigo cientista alemão que foi capturado pelo grupo terrorista. Solo, Kuryakin e Gaby irão se unir para salvar o pai da moça e retirar a ogiva do controle do grupo. Não sem muitas cenas dignas dos tempos áureos dos filmes de espionagem e um toque de filme de ação, tão caro aos dias de hoje.
Com relação ao elenco, apenas um medalhão, Hugh Grant que, como não podia deixar de ser, representa a Inteligência Britânica. Mas houve uma boa química entre os protagonistas, que já são relativamente rodados. Alicia Vikander, por exemplo, fez o ótimo “O Amante da Rainha”, com Madds Mikkelsen. Já Armie Hammer pareceu melhor que Henry Cavill, pois seu personagem Illya era mais interessante pelo fato de ser pavio curto e tinha que disfarçar isso, dado que sua identidade secreta era a de um pacato arquiteto. Obviamente, houve momentos em que ele não conseguia disfarçar a sua raiva, o que rendeu algumas boas risadas. O personagem de Cavill era um sujeito mais classudo, dando à interpretação um tom um tanto canastrão, só não superado por Hugh Grant, “hors concours” nesse quesito.
O grande mérito do filme é o fato dele ser centrado no gênero da espionagem, mais cerebral que os filmes de ação. Assim, a película se passa de forma totalmente diferente da que esperamos quando vemos o “trailer”. Tem realmente bons diálogos com conteúdo, uma coisa mais cerebral. E o climão retrô, tão bem retratado nas já citadas reconstruções de época com boas locações, cenários e figurinos, é reforçado pelas antigas divisões de tela para presenciarmos ações simultâneas que auxiliavam a compreender melhor a narrativa, como víamos nos filmes daquela época do tipo “Aeroporto 1970” ou, mais recentemente, na série de TV “24 Horas”.

Dessa forma, “O Agente da U.N.C.L.E”, se é uma diversão comercial descartável, também é um filme que agrada, pois tem bom conteúdo nos diálogos, é mais um inteligente filme de espionagem que de ação, tem uma boa química dos atores e uma excelente e elegante reconstituição de época. Vale a pena dar uma conferida.

Cartaz do filme

Cartaz do filme no Brasil

Superando as diferenças da Guerra Fria.

Uma moça em busca do pai

Uma vilã muito sensual (interpretada por Elisabeth Debicki)

Poucas cenas de ação na medida certa.

Hugh Grant e os traços da idade...




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