Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!

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domingo, 29 de junho de 2014

Resenha de Filme - O Homem Duplicado

O Homem Duplicado. O Perigo É Um Tomar A Vida Do Outro.
Mais uma vez a literatura e o cinema dão as mãos. O filme “O Homem Duplicado” é baseado na obra homônima de José Saramago e nos bota para pensar. Vamos falar um pouco dessa trama, mas já aviso: ainda não li o livro. Dessa forma, a minha leitura do filme é meio kamikaze.
Vemos aqui a história de dois personagens de aparência idêntica. Um se chama Adam Bell e é professor de História. Outro se chama Anthony Claire e é ator de terceira categoria. A vida do professor é altamente repetitiva: mesma aula, trajeto para casa, transa incompleta com a namorada. Um dia, um amigo lhe indica um filme para ver, com o objetivo de sair da mesmice. O professor aluga o filme na locadora e fica perplexo ao ver um ator aparentemente igual a ele fazendo uma pontinha bem ordinária. Adam então mergulhou no Google para encontrar o paradeiro de Anthony.  E o mestre conseguiu o endereço e telefone do ator. O que vai se seguir é uma série de perseguições, intrigas, com desfechos trágicos e imagens cheias de simbologias.
Qual parece ser o tema central do filme? Dois homens idênticos na aparência têm comportamentos totalmente opostos. O ator é seguro de si, mulherengo e com arroubos de mau caratismo. Já o professor é inseguro, compenetrado e sensível. Foi um bom exercício para Jake Gyllenhaal, que deu a sua face a personagens tão distintos. No que essas duas figuras começam a interagir, um acaba vivendo a vida do outro, numa troca de casais que não será boa para nenhum dos dois, principalmente o ator. O único elemento que os distinguia fisicamente era a marca de aliança nas mãos do ator, percebida pela namorada do professor, que rechaça o artista durante uma transa bem tórrida. Já o professor terá uma noite de amor com a esposa do ator, que está grávida (de verdade, a atriz aparece nua com o barrigão), não sem ser tomado por um sentimento de culpa e arrependimento que atrai a mulher grávida, pois ela se ressente da falta de sensibilidade do marido.
Infelizmente, o filme deixa muitos pontos soltos que, se fossem bem amarrados, poderiam acrescentar mais qualidade à história. A suspeita de que o professor e o ator fossem irmãos, sendo que até os dois possuem a mesma cicatriz (por que? Eram siameses? Isso também não fica explicado!), foi levantada, mas mal esclarecida na visita do professor a sua mãe (interpretada por Isabela Rosselini, numa participação especial, ainda bem em forma). O medo e a insegurança do professor em relação à hipótese do ator  ser seu irmão foi outro ponto mal contado, assim como a função de uma estranha chave do ator que cai nas mãos do professor. Havia, também, a imensa aranha que aparecia em algumas partes do filme, talvez a representação simbólica do perigo do encontro dos duplos. Sei não, mas o fato de essas partes da história ficarem mal contadas podem proporcionar ao espectador grandes viagens ao interpretar o filme. Só não sei se no livro é assim.
Apesar de muito intrigante e mal explicado, “O Homem Duplicado”  merece ser visto, principalmente pelo belo trabalho de Jake Gyllenhaal, onde dois personagens idênticos em sua aparência são muito diferentes em seu interior. O perigo que circunda a troca de vida dos dois é outra característica marcante e atraente também.


Cartaz do filme. Aranha na cuca.


Professor. Vida vazia.


Um ator cheio de defeitos.


Professor e ator. Vidas em conflito.


Ator perseguindo a namorada do professor.


Professor se envolvendo com a esposa do ator.


Mestre José Saramago, o responsável por esse rolo todo...

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