Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!

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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Você Conhece José Ferraz de Almeida Júnior?

Hoje vamos falar de um grande artista brasileiro: Almeida Júnior, famoso por retratar os caipiras e por ter um traço perfeito. Seus quadros parecem verdadeiras fotografias. Uma de minhas pinturas preferidas, "O Descanso da Modelo", é de sua autoria e é a primeira de suas obras a serem exibidas aqui. Essa e algumas de suas obras estão no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Seguem algumas de suas obras e a biografia de sempre da Wikipédia...


Almeida Júnior
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nascimento
Morte
Nacionalidade
Ocupação
O Derrubador Brasileiro; Caipira Picando Fumo; A Partida da Monção; Saudade; Descanso do modelo
Movimento estético
Academicismo brasileiro; realismo

José Ferraz de Almeida Júnior (Itu, 8 de maio de 1850Piracicaba, 13 de novembro de 1899) foi um pintor e desenhista brasileiro da segunda metade do século XIX. É frequentemente aclamado pela historiografia como precursor da abordagem de temática regionalista, introduzindo assuntos até então inéditos na produção acadêmica brasileira: o amplo destaque conferido a personagens simples e anônimos e a fidedignidade com que retratou a cultura caipira, suprimindo a monumentalidade em voga no ensino artístico oficial em favor de um naturalismo.[1]
Foi certamente o pintor que melhor assimilou o legado do Realismo de Gustave Courbet e de Jean-François Millet, articulando-os ao compromisso da ideologia dos salons parisienses e estabelecendo uma ponte entre o verismo intimista e a rigidez formal do academicismo, característica essa que o tornou bastante célebre ainda em vida.[2] De forma semelhante, sua biografia é até hoje objeto de estudo, sendo de especial interesse as histórias e lendas relativas às circunstâncias que levaram ao seu assassinato: Almeida Júnior morreu apunhalado, vítima de um crime passional.[3]
O Dia do Artista Plástico brasileiro é comemorado a 8 de maio, data de nascimento do pintor.
Biografia
A formação de Almeida Júnior
Almeida Júnior cresceu em sua cidade natal, Itu, como artista precoce. Seu primeiro incentivador foi o padre Miguel Correa Pacheco, quando o pintor ainda trabalhava como sineiro na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, para a qual produziu algumas obras de temática sacra. Uma coleta de fundos organizada pelo padre forneceu as condições para que o jovem artista, então com 19 anos de idade, pudesse embarcar para o Rio de Janeiro, a fim de completar seu estudo.
Em 1869, Almeida Júnior encontrava-se inscrito na Academia Imperial de Belas Artes. Foi aluno de Jules Le Chevrel, Victor Meirelles e, possivelmente, Pedro Américo. Diversas crônicas relatam que seu jeito simplório e linguajar matuto causavam espanto aos membros da Academia. Nas palavras de Gastão Pereira da Silva:
Era o mais autêntico e genuíno representante do tradicional tipo paulista. Mas sem nenhum traquejo de homem de cidade. Falava como os primitivos provincianos e tal qual estes vestia-se, andava, retraía-se. Mas isso não impediria que fizesse um curso brilhantíssimo, durante o qual recebeu diversas premiações em desenho figurado, pintura histórica e modelo vivo, inclusive, em 1874, a grande medalha de ouro com o quadro Ressurreição do Senhor.

Gastão Pereira da Silva[1]

Após concluir o curso, Almeida Júnior optou por não concorrer ao prêmio de viagem à Europa. Retornou a Itu e abriu ateliê nessa cidade, passando a trabalhar como retratista e professor de desenho.
O pintor em Paris
Em 1876, durante uma viagem ao interior paulista, o Imperador D. Pedro II, impressionado com seu trabalho, ofereceu pessoalmente a Almeida Júnior o custeio de uma viagem a Europa, para aperfeiçoar seus estudos. No ano seguinte, um decreto de 23 de março da Mordomia da Casa Imperial abriu um crédito de 300 francos mensais para que o pintor fosse estudar em Roma ou Paris.
Em 4 de novembro de 1876, Almeida Júnior embarca no navio Panamá rumo à França, fixando residência no bairro parisiense de Montmartre. No mês seguinte, matricula-se na École National Supérieure des Beaux-Arts. Nesta instituição, foi aluno de Alexandre Cabanel e de Lequien Fils, notabilizando-se, desde muito cedo, em desenho anatômico e de ornamentos.
Almeida Júnior participou de quatro edições do Salon de Paris, entre 1879 e 1882. É desse período que datam algumas de suas maiores obras-primas, como O Derrubador Brasileiro e Remorso de Judas (Salon de 1880), A Fuga para o Egito (Salon de 1881) e O Descanso do Modelo (Salon de 1882). Outras obras emblemáticas do período francês do pintor são Arredores de Paris e Arredores do Louvre, além de, possivelmente, um conjunto de dezesseis telas retratando o bairro de Montmartre, cuja localização é atualmente desconhecida.
Almeida Júnior permaneceu em Paris até 1882. Nesse ano, fez uma breve viagem à Itália, onde teve contato com os irmãos Rodolfo e Henrique Bernardelli.
A consagração no Brasil
De volta ao Brasil em 1882, Almeida Júnior realiza sua primeira mostra individual na Academia Imperial de Belas Artes, exibindo sua produção parisiense. No ano seguinte, abre seu ateliê na rua da Glória, em São Paulo, por meio do qual irá contribuir para a formação de novas gerações de pintores, dentre os quais, Pedro Alexandrino. Em São Paulo, Almeida Júnior promoveu vernissages exclusivas para a imprensa e potenciais compradores. Executou retratos de barões do café, de professores da Faculdade de Direito de São Paulo e de partidários do movimento republicano, além de paisagens e pinturas de gênero. Sua atuação como artista consagrado em São Paulo contribui decisivamente para o amadurecimento artístico da capital paulista.
Em 1884, expõe novamente suas telas do período parisiense na 26ª Exposição Geral de Belas Artes da AIBA que foi a última e certamente a mais importante exposição realizada no período imperial. Por ocasião de seu envio, o crítico de arte Duque Estrada, teceria o seguinte comentário:
Almeida Júnior é o mais pessoal e, sem dúvida, um dos que melhor sabem expressar, com toda clareza e nitidez de um estilo à Breton, os assuntos tomados de improviso a uma página da Bíblia, da História, ou simplesmente da vida de todos os dias e de todos os homens.


Em 1884, o pintor recebe o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa, concedido pelo governo imperial. No ano seguinte, recusa o convite de Victor Meirelles para ocupar sua vaga de professor de pintura histórica da Academia, permanecendo em São Paulo. Entre 1887 e 1896, realiza outras três viagens à Europa, a última delas em companhia de seu discípulo, Pedro Alexandrino, então agraciado com uma bolsa de estudos do governo paulista.
No seu último período, Almeida Júnior irá progressivamente substituir os temas bíblicos e históricos pelas obras de temática regionalista, justamente as que lhe granjeariam no futuro sua posição de precursor do Realismo na história da arte brasileira. Em pinturas como Caipira Picando Fumo (1893), Amolação Interrompida (1894) e O Violeiro (1899), o artista revela seu desejo de aproximar-se do cotidiano do homem do interior, distanciando-se das fórmulas generalistas da pintura acadêmica e aproximando-se cada vez mais da abordagem pictórica naturalista. Não obstante sua nova orientação estilística, seu prestígio permanece inconteste na Academia, que expõe obras de sua fase regionalista (Leitura e Piquenique no Rio das Pedras, 1892) e lhe concede a medalha de ouro por A Partida da Monção (1894), exposta no Salão de 1898.
O assassinato
Almeida Júnior morreu precocemente, aos 49 anos, em 13 de novembro de 1899. Foi apunhalado em frente ao Hotel Central de Piracicaba, hoje já demolido, por José de Almeida Sampaio, seu primo e marido de Maria Laura do Amaral Gurgel, com quem o pintor manteve um relacionamento secreto por vários anos...
Principais obras
Almeida Júnior é considerado um importante "pintor do nacional" por uma parcela da crítica brasileira, por retratar em muitas de suas obras o caipira paulista. Também a forma como trata seus temas, distanciando-se das alegorias românticas ou do ufanismo nacionalista histórico dos pintores da Academia, aproximando-se do ser humano comum, leva alguns críticos a traçarem uma semelhança de sua obra com a do pintor francês Gustave Courbet, artista cuja obra Almeida Júnior teria visto em suas viagens para a Europa. Também é digno de nota que na mesma época que Almeida Júnior esteve na França, o movimento impressionista estava em plena atividade, no entanto, não causou nenhum entusiasmo no pintor brasileiro, que não adotou nenhum elemento dele.
O clareamento da paleta e a adoção da luz brasileira não o fizeram abandonar, no entanto, o rigor acadêmico com o desenho e a anatomia.
Algumas pinturas de Almeida Junior são: Caipira picando fumo, A partida da monção, Caipiras negaceando, O descanso do modelo; Leitura, A pintura (Alegoria) e A fuga para o Egito.
O tema O descanso do modelo foi pintado quatro vezes em diferentes tamanhos. Caipira picando fumo, duas. A partida da monção foi pintada duas vezes, uma como estudo, presente na Pinacoteca do Estado de São Paulo, e outra, a versão definitiva, presente no Museu Paulista por empenho do diretor Afonso de Taunay que entendia imprescindível ter aquela obra na Instituição.
Referências
  1. a b José Ferraz de Almeida Júnior. Pitoresco - A Arte dos Grandes Mestres. Página visitada em 25 de abril de 2008.
  2. Marques, 1998, pp. 24-27.
  3. Lourenço, 1994, pp. 28-41.
  4. Duque-Estrada & Milliet, 1985, pp. 24.
Bibliografia
  • SILVA, Gastão Pereira da. Almeida Junior. Sua vida e sua obra. São Paulo: Editora do Brasil, 1946.
  • LOBO, Chiquinha Neves. `Pintores de minha terra. São Paulo: sem edit., 1950.
  • AZEVEDO, Vicente de Paulo Vicente de. Almeida Junior. O romance do pintor. São Paulo: Editora Própria, 1985.
  • LOURENÇO, Maria Cecília França et al. A Pinacoteca do Estado. São Paulo: Banco Safra, 1994. 28-41 p.
  • MARQUES, Luiz. Catálogo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand: Arte do Brasil e demais coleções. São Paulo: Prêmio, 1998. 24-27 p. vol. IV.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
Ligações externas

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Resenha do Filme "Os Miseráveis"


De tirar lágrimas dos olhos. É o que se pode dizer de "Os Miseráveis", filme que estreou neste fim de semana e que também tem indicações ao Oscar. A fantástica obra de Victor Hugo vem agora em versão musical. Os musicais, infelizmente, fazem parte de um gênero em extinção. Por isso, quando aparece um, é bom ir ver correndo. Todo mundo se lembra do sucesso de "Moulin Rouge". Com "Os Miseráveis", ocorre o mesmo. O filme é praticamente todo musicado, assim como foi em "Moulin Rouge" e ao contrário dos filmes musicais mais antigos, onde uma história com um enredo bobinho era salpicada de geniais números de música e dança (Fred Astaire, Gene Kelly  Frank Sinatra não me deixam mentir), em "Os Miseráveis" a história nada tem de bobinha. O clássico da literatura universal fala da saga de um homem pobre (Jean Valjean, interpretado por Hugh Jackman) que é condenado a anos de prisão por roubar um pão para dar de comer a sua família. Ele é perseguido praticamente por toda a sua vida pelo perverso inspetor Javert (interpretado por Russell Crowe). Após ser acolhido por um padre, refaz sua vida e vira um dono de uma fábrica onde tabalha Fantine (interpretada por uma maravilhosa Anne Hathaway). Esta é demitida da fábrica após uma fofoca entre as empregadas e é obrigada a se prostituir. Sua filha Cosette está nas mãos de um casal de estalajadeiros (interpretados pelos ótimos Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter) para quem Fantine manda dinheiro para o sustento da filha. Valjean descobre a empregada no meretrício e a retira dali, prometendo cuidar de Cosette para uma moribunda Fantine. Com isso, Valjean e Cosette atravessam o período conturbado da França no século 19, coalhado de revoltas populares, além da perseguição implacável de Javert. A vantagem do musical sobre os demais filmes é a de que ele exige mais do talento dos atores, pois eles devem também mostrar seus dotes de cantor. E, podemos dizer aqui que Hugh Jackman não foi nada mal, melhor que Crowe, que pareceu um pouco mais travado, talvez pela sisudez de seu personagem, embora ele tenha tido bons momentos no filme. Mas quem deu um banho foi Anne Hathaway. Ela deixou todo mundo no chinelo!!! A forma com que ela cantou sua dor e sofrimento foi de uma profundidade memorável!!! E o ponto alto do filme, sem menor sombra de dúvida. O filme, portanto, trabalhou muito bem uma história tocante com muita emoção, carinho e a sensação no espectador de que ele viu um excelente filme, daqueles que depois você quer comprar o DVD para tê-lo e ver quando quiser. O filme não é um mero objeto de consumo e enretenimento. É uma obra-prima.

Cotação: Super legal!!!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Mais algumas resenhas de filmes.

Olá. Hoje vou falar de minhas humildes impressões sobre mais três filmes.

Jorge Mautner, o filho do Holocausto
Esse documentário de Pedro Bial é cheio de valor. Ao falar da vida do multimídia Jorge Mautner, podemos redescobrir o talento de um grande artista e figura humana admirável, com uma história de vida bem peculiar. Filho de uma família fugida da Europa durante o nazismo, Mautner cedo se revelou um grande talento artístico recebendo influências africanas de sua babá. A temática do holocausto e das sangrentas ditaduras também são referência em sua obra onde o próprio canta suas composições enquanto sua história de vida vai sendo contada através dele mesmo citando passagens de seu livro (o documentário é homônimo), de depoimentos de amigos e de imagens de arquivo inteligentemente selecionadas. Cabe um destaque aqui as imagens de Vargas passeando pelos Jardins do Palácio do Catete e falando com os populares, um vestígio soberbo de uma época que não volta mais. Impecáveis também são os trechos do filme que Mautner fez na Europa com Caetano Veloso e Gilberto Gil, onde a participação dos dois nos depoimentos se cantando algumas obras de Mautner são um deleite para o espectador que presencia esse magnífico documentário. Mas o ponto alto é a divertida conversa entre Jorge Mautner e sua filha Amora Mautner, regado a muito carinho, afeto, cumplicidade e, sobretudo, diversão. “Jorge Mautner, o filho do holocausto” é garantia de boa pesquisa histórica, depoimentos ricos, e, sobretudo, muitas risadas e alegria que, nas palavras do compositor, é o que realmente importa. Imperdível.
Cotação: Super Legal!!!

Marcelo Yuka, no caminho das setas.
A impressão que se dá de Marcelo Yuka depois da tragédia que abalou sua vida é a de que ele se tornou uma pessoa melancólica e tristonha. O documentário “Marcelo Yuka, no caminho das setas” busca exatamente desmistificar essa impressão. A começar pela vontade expressa do músico de que ninguém chorasse nos depoimentos. E de citar também a reação da enfermeira quando o baterista e ex-líder do Rappa pegou em sua mão ainda na ambulância, pedindo um pouco de conforto: “sou paga para te ajudar, não para ter pena de você”. O bom documentário mostra a trajetória de Yuka depois do acidente, a continuidade de seu trabalho social, o ato de levar a carreira adiante depois da sua separação do grupo O Rappa e seu cotidiano em busca de sua recuperação e a convivência com dores que o atormentam. O músico, sem medo, torna sua vida um livro aberto, fala de suas esperanças e angústias, além de mostrar uma certa amargura e melancolia sim com seu novo estado. Mas é como o próprio Yuka disse: “Vivi muitos anos de minha vida podendo andar. Nessa minha nova condição estou há menos tempo. É muito difícil falar de superação”. O ponto mais divertido do filme é a sua conversa com os pais, já separados, onde ele brinca com a cara dos dois e dá gostosas gargalhadas, assim como também é zoado pelo pai, uma figura a princípio com pecha de severa, mas que se revela de um fino humor. Mal ou bem, Yuka aparece no documentário como um exemplo de vida, não no sentido do grande herói que supera tudo, mas como uma figura humana que passou por uma grande tragédia e aprende ainda a conviver com ela, com suas esperanças, medos e incertezas. Algo que pode acontecer em maior ou menor nível com qualquer um de nós hoje em dia.
Cotação: Super Legal!

Caça aos Gangsters.
Pegue algumas antigas receitas: o enredo de “Os Intocáveis” com uma pitada dos antigos filmes noir. E você terá “Caça aos Gangsters”. O filme fala de uma Los Angeles do pós 2ª Guerra onde a máfia impera sob o comando de Mickey Cohen (interpretado por um rouco e deformado Sean Penn). Um policial honesto e veterano de guerra, O’Mara (interpretado por Josh Brolin) não consegue impor a lei em virtude da corrupção da polícia, totalmente nas mãos de Cohen (alguém se lembra disso nos “Intocáveis”?). Mas o chefe de polícia (interpretado por um Nick Nolte mais rouco ainda) propõe a O’Mara uma ação por debaixo dos panos para minar os negócios do perigoso mafioso. O’Mara convoca uma equipe de policiais que têm como a carinha bonita o ator Ryan Gosling, que já deixou de ser uma revelação e é uma realidade hoje no cinema americano, sobretudo depois de figurar em filmes como “Drive”. Ah, tem a pitadinha Vamp de Emma Stone, que faz a amante de Cohen, mas também tem um affair com Gosling, o que apimenta a história. O filme tem um enredo cativante, mas as referências aos “Intocáveis” nos dão a impressão de que já vimos aquilo tudo. Senão vejamos: há um policial muito bom de mira na equipe de O’Mara, assim como Andy Garcia em “Os Intocáveis”; há um cérebro na equipe, o perito em comunicação (interpretado por Giovani Ribisi), assim como havia um cérebro na equipe de “Os Intocáveis”, o contador que descobre a sonegação de impostos de Al Capone; e até uma cena de tiroteio numa escadaria, assim como ocorreu em “Os Intocáveis”, sendo, portanto, uma referência mais que direta (vale falar aqui que o tiroteio na escadaria em “Os Intocáveis” foi uma homenagem a famosa cena da escadaria de Odessa de “O Encouraçado Potemkim, de Eisenstein). Muita paráfrase e pouca polissemia, que acaba dando um toque um pouco caricato a “Caça aos Gangsters”, apesar de ser um bom filme.
Cotação: Legal

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Resenhas de filmes em cartaz

Hoje vamos falar de alguns filmes que estão em cartaz no circuito cinematográfico...

Lincoln


"O Homem é um animal político". Essa velhíssima frase se adequa muito bem ao filme "Lincoln", de Spielberg. Recordista de indicações ao Oscar 2013, a nova obra de um dos mais famoos cineastas contemporâeos tem como mote principal a luta do presidente americano pela aprovação, no Congresso, da emenda que abolirá a escravidão. E isso em plena guerra civil americana, onde o fim da escravidão é visto como incompatível com o fim da guerra. Assim, o republicano Lincoln movimenta sua equipe nos bastidores para angariar os votos restantes. Alguns de seus alvos são justamente deputados democratas (ironias da história). Assim, o filme transita por negociações e acordos políticos que, se num instante parecem enfadonhos, mostrar, por outro lado, de uma forma bem didática, os já conhecidos meandros do poder. Destaque também é dado a vifda pessoal do presidente e sua tragédia familiar, ponto valioso do filme, onde podemos ver as excelentes atuações de Daniel Day-Lewis e Sally Field, sem nos esquecermos do ótimo Tommy Lee Jones, que faz um deputado opositor de Lincolnb, que se alia ao presidente justamente no momento em que se busca dar um fim a escravidão. Vale a pena dar uma conferida.
Cotação: Super Legal!

Django Livre


Filmaço. É o que podemos dizer do novo Tarantino, "Django Livre", inspirado nos líricos e sangrentos faroestes italianos. "Django Livre" fala da história de um escravo (o ótimo Jamie Foxx) que é libertado por um caçador de recompensas alemão (interpretado pelo excelente ator Christopher Waltz, que já brilhou em "Bastardos Inglórios" e "Deus da Carnificina"), altamente cínico. Os dois fazem um trato e começam a caçar procurados no inverno para na primavera resgatarem a esposa do escravo que tem a característica peculiar de falar alemão. Mas ela é propriedade do cruel fazendeiro da "plantation" Candyland, interpretado por um sádico Leonardo di Caprio. Montado o cenário, muito sangue rola, regado a doses ácidas e delicosas de hunmor negro, como só Tarantino sabe fazer. Mas a grande virtude do filme é inegavelmente a discussão da questão racial nos Estados Unidos e de como o racismo é um veneno tão lesivo a alma que chega a contaminar os próprio negros. A imagem de um negro andando a cavalo - Django - é muito explorada no filme, pois ninguém, absolutamente ninguém, negro ou branco que fosse, admitia que um negro pudesse andar a cavalo. Destaque deve ser dado a manção que o filme faz as teorias científicas do século 19 que examinavam a pré-disposição das pessoas a uma suposta superioridade ou inferioridade intelectual de acordo com os formatos dos crânios humanos, ou a cor da pele. Ainda falando dos atores, mais dois destaques: a participação de Samuel Jackson, que interpreta o criado racista de di CaprioPasd, em excelente atuação, e a ponta de Franco Nero (o Django original dos faroestes italianos) atuando com Jamie Foxx. Imperdível!!!
Cotação: Super Legal!!!

País do Desejo.



Bom enredo, mas pouco trabalhado. Essa é a impressão de "País do Desejo", filme brasileiro que vem com uma excelente proposta, ou mlehor, várias propostas, mas cuja duração curta (pouco mais de uma hora de filme) impede que tais propostas sejam examinadas mais a fundo. O filme se centra em duas histórias: uma pianista que precisa fazer um transplante de rim e vive de forma amarga (interpretada sobriamente por Maria Padilha) e uma estranha família, cujo irmão médico (interpretado por Gabriel Braga Nunes) e outro irmão padre (interpretado por Fábio Assunção) convivem com um pai que vê beleza na vida, sobretudo nas mulheres. Tudo seria muito bonitinho e colorido caso não houvesse a mãe, vivendo em estado vegetativo num quarto, quase despercebidas por todos, visitada eventualmente, e que é cuidada por uma enfermeira de origem nipônica, fissurada por mangás eróticos e horóscopos de tipo sanguíneo, pretexto para colocá-la fracamente no fio narrativo do filme. Questões sérias como o estupro e o aborto, assim como a relação da Igreja Católica com esses temas também são abordadas, mas a curta duração do filme tira a profundidade necessária a temas tão caros. De bonito, fica a aproximação amorosa do padre com a pianista, mudando profundamente a vida dos dois. Infelizmente, tudo é resolvido muito rápido e o que não pôde se resolver, ficou pelo caminho. A japonesinha poderia compor um curioso triângulo amoroso, por exemplo, ou até terminar com o médico. Mas, nem isso. E a mãe, bom essa continua entubada até agora, mesmo depois de uma festa de aniversário que não convenceu nem um vegetal.
Cotação: Regular

O Lado Bom da Vida



Quantas vezes você já surtou na vida? Ou a ansiedade consumiu suas entranhas de forma obsessiva? O desespero de perder um amor que vai embora aos poucos e você luta até o fim por ele? Até que ponto o ser humano aguenta tal pressão?  Todas essas questões nos vêm a mente quando vemos a comédia "O Lado Bom da Vida", outro filme concorrente ao Oscar, que conta a história de um homem que surta ao encontrar a esposa com o professor no chuveiro. Depois de agredir violentamente o tal professor, o camarada vai para uma clínica de reabilitação e sai de lá depois de oito meses, sendo obrigado a respeitar uma distância mínima de sua mulher e a provar a todos (inclusive a polícia) de que pode levar uma vida nromal e não violenta. Num jantar na casa de seu amigo, ele conhece uma mocinha igualmente surtada em virtude da morte de seu marido iniciando uma química engraçada, mas muito explosiva. O filme envereda magistralmente da comédia ao drama, apadrinhado pelo sempre eficiente Robert de Niro, num papel coadjuvante de pai do sujeito surtado, sujeito esse que só pensa em voltar para a sua esposa e nem repara na amiguinha surtada sempre ao seu lado. O filme ultrapassa os limites da comédia romântica ao deixar de forma bem explícita as dificuldades do relacionamento humano, principalmente quando temos fortes momentos de crise. Apesar do tema pesado, o filme nos dá uma boa lição, pois lança a reflexão de como devemos nos comportar com pessoas que estão a nossa volta. O filme tem uma capa de entretenimento com um gomo de reflexão.
Cotação: Super Legal!!!

O Amante da Rainha


Lembra quando falam de que "há algo de podre no reino da Dinamarca"? Pois é, essa frase se adequa bem ao filme "O Amante da Rainha", concorrente ao Oscar de melhor filme estrangeiro este ano. E, ao contrário do que pode parecer, a podridão aqui não se refere especificamente ao adultério retratado no filme. A traição da rainha é apenas um pretexto, um pano de fundo para uma questão muito mais profunda: a penetração dos ideais iluministas e liberais (base de nossos direitos atuais) no reino dinamarquês. Passada no século 18, a história fala de uma mocinha pertencente a família real inglesa (onde as idéias liberais já transitavam livremente desde o século 17) cuja mão é prometida ao rei da Dinamarca, um jovem perturbado, pervertido e sem nenhuma capacidade de governar. A vida conjugal do casal se revela insuportável para os dois e a situação sofre uma reviravolta quando um simples médico do interior, na bae da troca de favores tão cara ao Antigo Regime, se torna médico particular do rei. Amante das idéias iluministas e liberais, o médico se aproxima da rainha, igualmente apaixonada pelas mesmas idéias, não sem se tornar um amigo muiro próximo do rei. O inusitado triângulo amoroso será reponsável pela implementação do liberalismo na Dinamarca, algo muito malvisto pelos conselheiros do rei e por sua própria mãe.  O filme também prima por um  lindo fuigurino e uma linda fotografia, com uma trama que prende a atenção do primeiro ao último minuto, sendo um exame do que acontecia nas dinastias da Europa duante o Antigo Regime, justamente a parte podre da história, que obrigava o povo a viver em péssimas condições. Povo esse também retratado pelo filme como altamente manipulável, seja pelo governo, seja pela religião.
Cotação: Super legal!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Luciana Pompeia Cavalcanti (in memoriam)

Eu não sou muito de postar no meu blog sobre a minha vida particular ou a de meus amigos. Entretanto, algumas vezes é necessário abrir uma exceção. Infelizmente, perdi uma antiga amiga neste mês de janeiro, a Luciana. Ela foi minha amiga durante o curso de astronomia que fiz na UFRJ. Já não tinha contato com ela há alguns anos, mas a notícia de um falecimento sempre traz à tona lembranças e saudades. E não posso deixar de me manifestar sobre ela, que era uma pessoa amiga, bem humorada e brincalhona, além de ser muito carinhosa. Quero deixar aqui em meu blog uma sincera homenagem a uma pessoa que passou pela minha vida e me trouxe muitas coisas boas. Luciana, onde você estiver, pode ter certeza de que não vamos te esquecer. E espero poder te encontrar novamente um dia. Um grande beijo de seu amigo Carlos...