Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!

Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!
Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Os Caras de Pau em O Misterioso Roubo do Anel

Os Caras De Pau Em: O Misterioso Roubo Do Anel. Zorra Total Turbinado.
E os filmes comerciais da Globo voltam a atacar com suas comédias escrachadas de puro entretenimento! Agora temos os seguranças Pedrão (interpretado por Marcius Melhem) e Jorginho (interpretado por Leandro Hassum) guardando um anel em forma de tatu que é pertencente a socialite Gracinha e Medeiros (interpretado pela bela Christine Fernandes, o melhor do filme). O problema é que o tal anel será roubado por um ninja e, durante a luta dos seguranças com o arremedo de combatente nipônico, Jorginho engole o anel. A polícia pensa que os dois seguranças roubaram o anel e parte atrás deles. Assim, Pedrão e Jorginho terão que, ao mesmo tempo, provar a sua inocência e correr atrás dos bandidos. Ou os bandidos correrem atrás deles. Isso porque ainda tem uma quadrilha de mafiosos portugueses (?!?!) atrás do anel.
Definitivamente, é uma diversão primária com direito a diálogos bobinhos e as gritarias tresloucadas de Leandro Hassum, assim como os chiliques de Marcius Melhem. A coisa é até engraçada, mas uma hora cansa. Confesso que dá uma certa perplexidade e até constrangimento assistir a película. Muita gente gosta, eu sei, mas é muito bobinho. Há até umas sacadas legais como a Loja dos Ninjas. Mas, por outro lado, insistir na já batida piada de português numa sociedade tão globalizada como a de hoje, sei lá, pega até mal. Que se ficasse só na gritaria, nos fricotes e no passado nilopolitano de Melhem mesmo.

E pensar que há tantas pessoas com boas ideias para filme por aí e sem dinheiro. Bom, quem pode gastar, pode. Vemos muito isso no cinema americano, também, quer dizer, uns filmes que mais soam como desperdício de celuloide e dinheiro quando poderia se investir em algo melhor. Jamais pensei que tal fato fosse acontecer aqui no Brasil também. Nunca imaginei que sobraria dinheiro no Brasil para se fazer filmes desse naipe. Mas, como eles dão retorno, são feitos... o único objetivo deles é o realmente o entretenimento puro, o fazer rir. Nada mais além disso. Produção para encher cinema de shopping nas férias... se tem gente que gosta, por que não? Mas tem coisas ali que realmente são difíceis de engolir... menos mal que temos um público heterogêneo e o cinema brasileiro deve procurar atender a todos os gostos. Mas, sei lá... achei uma merda mesmo. Foi mal Melhem e Hassum. Até gosto da propaganda do Micosol e dos Frangos Rica, mas esse filme não dá, não...

Cartaz do filme já diz tudo...


Rola um filme bom???


Pelo menos tem a Christine Fernandes...


Mas...


Credo!!!!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Operação Big Hero

Operação Big Hero. Ficção Científica Disfarçada De Atração Infantil.
Confesso aqui que não sou muito de ver animações. A primeira coisa que vem à mente é achar que uma animação é uma atração para crianças. Vamos para outra direção, ver os candidatos ao Oscar ou os filmes europeus. Mas devo confessar, também que, apesar das animações serem mesmo atrações infantis, algumas delas podem ter um bom conteúdo. É o caso da nova historinha da Disney “Operação Big Hero”, que pode ser entendida também como uma boa história de ficção científica e ação.
Vemos aqui a história de um futuro, talvez não muito distante, onde a cidade americana de San Fransokyo (isso mesmo, uma San Francisco totalmente niponizada) tem na sua realidade cotidiana uma tecnologia altamente desenvolvida, com direito a robôs e tudo. Um menininho de 13 anos, Hiro Hamada, com a inteligência muito avançada para a sua idade, descola uma grana em competições de luta entre robôs. Mas seu irmão Tadashi quer tirá-lo dessa vida um tanto perigosa (os competidores e apostadores em lutas de robôs costumam ser maus perdedores) e pretende leva-lo logo para a Universidade em que estuda, junto de seus amigos que também tem outros projetos científicos. Lá, Hiro conhece o professor Callaghan, um verdadeiro gênio da área robótica, e fica interessado em entrar para a Universidade. Hiro irá participar de um concurso para ganhar uma bolsa na Universidade, com seus micro-robôs controlados pela mente e que podem construir qualquer coisa com a força de seu pensamento. Mas seu projeto será roubado depois de um incêndio. Caberá a Hiro e seus amigos ir atrás de quem roubou seu projeto, com a ajuda de Baymax, um robô inflável programado por seu irmão para atendimentos médicos de primeiros-socorros.

Soando dessa forma, a história parece bobinha. Mas isso é para evitar os spoilers. Dois pontos atraentes já chamam a atenção nessa pequena explanação. Em primeiro lugar, uma niponização de São Francisco, que poderia parecer estereotipada e preconceituosa, não fosse pelo fato de o protagonista da história ser de origem japonesa. Ou seja, vemos um filme americano da Disney onde o grande herói não é um WASP. Sei que não é o primeiro caso, mas a gente sempre deve mencionar quando isso acontece na cultura americana, principalmente num contexto de uma São Francisco niponizada, aparentemente considerado distópico para os americanos. Em segundo lugar, o uso da robótica e da tecnologia num desenho animado infantil. Os diálogos entre Hiro e o irmão sobre a constituição e a construção de Baymax são interessantíssimos e usam expressões que há alguns anos pareceriam inacessíveis ao público infantil. Por outro lado, há também a questão da nanotecnologia expressa no filme. Vemos os micro-robôs de Hiro construindo tudo o que fosse possível apenas com a força do pensamento. Bom, a nanotecnologia já é um tipo de pesquisa que está se desenvolvendo e com um futuro que poderá ser muito promissor, sobretudo para a medicina, onde pequenos robôs poderiam fazer microcirurgias como desentupir artérias. Dessa forma, o filão do filme, que é a tecnologia e a robótica, aproxima o desenho de uma obra de ficção científica. Claro que haverá toda a coisa de presenciarmos uma aventura infanto-juvenil com coisas engraçadinhas, momentos afetuosos e grandes lances de ação, mas usar o discurso tecnológico e o sabor sci fi da coisa realmente tornam essa animação especial a meu ver. Uma diversão garantida e não tão bobinha, com elementos de uma realidade presente e, talvez, futura.


Cartaz do filme


Hiro e seus amigos nerds


Uma amizade sincera com Baymax


Heróis um tanto desajeitados...


Relação afetuosa com o irmão...


Um misterioso vilão...

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Uma Noite no Museu 3

Uma Noite No Museu 3. Tributos A Grandes Atores.
Filmes de entretenimento. Blockbusters de verão. Às vezes, não dá para falar muito de tais filmes. Parecem muito planos, superficiais, que só servem para divertir e não acrescentam nada em nossas vidas. Mas “Uma Noite No Museu 3” tem uma virtude especial. Ele conta com grandes atores. E, alguns deles que não estão mais entre nós, o que dá certo tom de nostalgia a essa película bem comercial. E tem Ben Stiller, um grande comediante e excelente ator, que só consegue trazer gente muito gabaritada para trabalhar com ele, outra de suas grandes virtudes.
O vigia Larry desta vez irá até Londres com uma antiga placa egípcia que se deteriora progressivamente e é a responsável por dar vida a todas as peças do Museu de História Natural de Nova York. Quem sabe recuperar a placa é o faraó Merenkahre, que está no Museu de História Natural de Londres. Larry irá para a Inglaterra para procurar o tal faraó. Mas seus amigos do museu americano também irão para ajudá-lo, devidamente encaixotados. Depois de muitas peripécias e aventuras, a placa será recuperada e o happy end é inevitável.
O elenco conta com figuras como as de Owen Wilson, Steve Coogan, Robin Williams, Ben Kingsley, Dick Van Dyke (que trabalhou em “Mary Poppins”) e o inesquecível Mickey Rooney. Por conta dos falecimentos de Robin Williams e Mickey Rooney, a presença deles já foi uma atração à parte, sendo homenageados nos créditos finais. Foi muito legal também rever Dick Van Dyke, firme e forte. No mais, Ben Stiller engraçado em dose dupla, principalmente no papel do Homem de Neandertal Laaa. Ver os personagens de Larry e Laaa conversando, ou seja, Stiller interpretando com ele mesmo, foi a parte mais engraçada e hilária do filme, mostrando o talento desse grande comediante, que sempre nos brinda com histórias legais, seja na comédia, seja no drama.

Dessa forma, esse filmão de estúdio clássico que tem uma história engraçadinha e simples é compensado pelos bons atores e talentos. Quem gosta de cinema, gosta de ver atores de gabarito. E “Uma Noite no Museu 3” proporciona isso. Apesar da diversão juvenil, vale a pena. E rir de uma história bobinha de vez em quando sempre serve para desopilar o fígado.

Cartaz do filme


 
Ben Stiller de volta com várias figuras exóticas


Laaa, o mais engraçado...


Robin Williams. Despedida...


Mickey Rooney (o menorzinho à direita), outro que vai deixar saudade, e Dick Van Dyke (à direita de Stiller), que trabalhou em "Mary Popins", da Disney...

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Nostalgia da Luz

Nostalgia Da Luz. Memória, Presente, Passado, Vida E Morte.
Um excelente documentário de 2010. “Nostalgia da Luz” tem como cenário o Deserto de Atacama, no Chile, um local onde nenhum ser vivo tem como habitat natural. É o sítio no planeta Terra que mais se assemelha à superfície de Marte. Um local apenas de passagem, usado por várias civilizações no passado. Patricio Guzmán vai abordar o Deserto do Atacama de hoje, que tem várias presenças do ser humano. Os desertos costumam ter céus bem limpos, altamente propícios para a observação astronômica. Por isso mesmo, vários países europeus instalam telescópios e antenas no deserto para estudar os astros. Próximas aos observatórios há várias pinturas rupestres comprovando a passagem de antigas civilizações indígenas por lá. Logo, o deserto também é um sítio propício para os arqueólogos que, volta e meia, encontram corpos indígenas mumificados de séculos atrás. O clima desértico possibilitou a preservação desses corpos, de forma que alguns estão praticamente intactos e são uma fonte valiosa de pesquisas. Por outro lado, o deserto também tem marcas do horror, pois lá funcionou um campo de concentração construído por ordens de Augusto Pinochet, onde antes existiam os alojamentos dos trabalhadores de uma mineradora. A única coisa que a ditadura chilena fez foi cercar o campo com arame farpado. O Deserto também foi utilizado para sepultar perseguidos políticos mortos pela ditadura em valas clandestinas. Com isso, é possível encontrar pequenos pedaços de ossos de desaparecidos e seus parentes, em sua maioria senhoras já idosas, vagam pelo deserto com pequenas pás em busca de qualquer vestígio de desaparecidos políticos, na esperança de que algum pedaço de seus entes queridos seja achado.
O documentário é extremamente tocante, sobretudo no que concerne às buscas dos desaparecidos políticos. É especialmente dolorosa a passagem de uma mulher que conseguiu achar o pé do irmão no deserto. E mais dolorosa ainda a passagem de uma mulher de 70 anos que ainda não achou qualquer vestígio de seu marido e quer seu corpo inteiro, algo que nem se sabe se irá acontecer, pois o deserto é muito extenso e ouviram-se boatos de que alguns corpos foram lançados ao mar para encobrir esse terrível crime contra a humanidade que ocorreu na ditadura de Pinochet. Algumas imagens de arquivo e em preto e branco da exumação de uma cova coletiva em 1990 são especialmente chocantes, pois as condições do deserto preservaram os corpos e ainda podemos ver o semblante das vítimas na hora da morte. Uma moça ainda estava de batom e com seu rosto, casaco e mãos intactas. Algo que parte o coração. É especialmente terrível o caso de uma astrônoma chilena que foi salva pelos avós, sob o preço de entregar os pais da moça. Se isso não fosse feito, a menina, com pouco tempo de vida, também seria presa e sumiria. O casal de avós, já bem idoso, somente estava lá diante da câmara, impassível, provavelmente com um peso na consciência de ter sido obrigado a entregar os pais da menina para o regime. A menina, por sua vez, disse que estudava astronomia para buscar um significado ao seu sofrimento, pois ela com os ciclos de nascimento e morte das estrelas, podia sentir como a matéria do Universo se reciclava e passou a entender que tal coisa também havia ocorrido com seus pais. Há um registro de que 30000 pessoas tenham sofrido alguma violência por parte do Estado na ditadura chilena, enquanto estima-se que outras 30000 pessoas também tenham sido barbarizadas pelo regime mas não denunciaram por vergonha ou medo.
O documentário também é maravilhoso pela ideia de preservação da memória. Vemos aqui um grande paradoxo no deserto. Enquanto os arqueólogos buscam vestígios de civilizações antigas para reconstruir o Chile pré-colombiano, por outro lado, os desaparecidos políticos foram enterrados lá para serem esquecidos. Uma parte podre da história chilena que foi varrida para debaixo do tapete. É por isso que as senhoras que buscam seus parentes no deserto dizem que se sentem como uma espécie de “lepra” da sociedade, pois a história delas incomoda a muitas pessoas. E a única forma delas não serem apagadas da já fraca memória chilena é continuando a buscar vestígios de ossos no deserto.
Enquanto isso, os astrônomos no alto dos morros observam o Universo e, assim, também investigam o passado. Estrelas longínquas mostram em seus espectros linhas de absorção de cálcio, o mesmo cálcio que está no corpo das pessoas e nos ossos das múmias indígenas ou nos restos dos desaparecidos. Assim, astrônomos, arqueólogos e parentes de desaparecidos estão todos, de certa forma e cada um a seu jeito, comprometidos com o passado e a memória. Essa é a grande beleza desse documentário, que podemos considerar uma verdadeira obra-prima.

Dessa forma, “Nostalgia da Luz” é um programa imperdível e obrigatório. Um documentário, que usa um terreno tão estéril como o deserto para relacionar temas ricos e aparentemente díspares como a Astronomia, a Arqueologia, a História, a Política e a Memória, deve ser aplaudido de pé. Uma reflexão de alto nível. Histórias e depoimentos comoventes. Um grito de denúncia contra as injustiças. Uma joia do cinema tão brilhante como as fotografias das joias que vemos no céu. “Nostalgia da Luz” é para ver, ter, refletir e se emocionar.


Cartaz do filme


Um deserto morto, mas cheio de vida...


Céus límpidos atraem astrônomos de todo o mundo


Propiciando belas imagens do Universo e do passado...











Dolorosa busca por fragmentos de desaparecidos políticos.


De José, somente sobrou seu pé...


A jovem astrônoma só sobreviveu por uma difícil escolha dos avós...


Aulas de astronomia no campo de concentração...


Um sensacional trabalho de Patricio Guzmán

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Livre

Livre. “Walking Around America”.
Curioso filme em cartaz. “Livre” conta a história de Cheryl Strayed (interpretada por Reese Whiterspoon), uma mulher atormentada pelo seu passado. Ela perdeu a mãe, Boobi (interpretada pela madura, mas ainda bela Laura Dern), vitimada por um câncer, perdendo o rumo completo da vida, caindo no vício da heroína e colecionando amantes, o que implodiu o seu casamento bem sucedido. Para buscar uma nova orientação para reequilibrar a sua vida, ela cumprirá uma espécie de ritual, onde vai fazer uma famosa caminhada no oeste americano de 1.100 milhas pelo deserto, soando mais como uma autoflagelação. Enquanto a moça enfrenta todo o tipo de adversidade em seu desafio, trechos da sua vida vêm em flash back, o que nos ajuda a entender o porquê de tamanha empreitada.
Temos aqui mais um filme inspirado numa história real (isso parece uma moda no cinema atual, não sendo a primeira vez que abordamos esse tipo de história aqui). Podemos ver, nos créditos finais, fotografias da verdadeira Cheryl. É uma trama totalmente centrada na protagonista, com um espaço generoso para a mãe de Cheryl e o relacionamento com a filha. Laura Dern estava soberba, fazendo uma mãe sorridente até nos piores momentos de dificuldades financeiras e doença. O psicológico de Cheryl e sua trajetória foram o mais instigante nessa película. A caminhada em si acabou funcionando como uma espécie de pano de fundo para exprimir uma anatomia da personagem. A fragilidade da personagem é digna de grande piedade e sentimos como a moça está perdida. As experiências sofridas por Cheryl ao longo de sua penosa tarefa ajudam a mulher a repensar suas atitudes e a escapar da solidão. Contato com pessoas novas ajudam a reciclar a sua mente e a enfrentar seus demônios internos.

Assim, “Livre” (“Wild” no título original) é mais um filme de convite à reflexão. Um filme que busca analisar o íntimo da condição humana. De como as pessoas podem se perder em suas vidas depois de tragédias particulares e quais são os caminhos para recuperar o rumo, por mais penosos que esses caminhos sejam. Todos nós nos sentimos perdidos em algum momento da vida, em que ela nos dá uma rasteira. O que você faz nesse momento? Quais são seus arrependimentos e sentimentos de culpa? Se você pudesse voltar no tempo, o que consertaria? E daqui para frente? Que erros você não vai mais cometer de jeito nenhum? Quais são as atitudes que você tomará por considerar mais corretas? Todas essas questões estão implícitas em “Livre”. E, fazendo um jogo de palavras com o título original, o que é ser “selvagem”? A história me passou muito mais uma busca por disciplina em novas experiências do que um desregramento nocivo. Por tais questões levantadas, já temos a certeza de que tal filme merece uma conferida do publico.


 
Cartaz do filme.


Uma mulher em busca de respostas...

Lindo caleidoscópio de paisagens. 


Laura Dern, fofíssima como mãe de Cheryl...


Reese com a verdadeira Cheryl Strayed...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - A Teoria de Tudo

A Teoria De Tudo. O Microcosmos Da Vida Daquele Que Investiga O Macrocosmos.
Uma cinebiografia muito boa em nossas telas. “A Teoria de Tudo” baseia-se na história do físico inglês Stephen Hawking, uma das mentes mais brilhantes de nosso tempo. Ele ocupa, em Cambridge, a cadeira que já foi de Isaac Newton e sua grandiosidade é comparada com a desse físico e de Albert Einstein. Ele defendeu uma teoria que tem como ideia principal a evaporação de buracos negros, usando o princípio da incerteza de Heisenberg, forjado na mecânica quântica. Com isso, ele procurou dar um passo na teoria do campo unificado, onde teríamos uma equação que explicasse todo o Universo. A física tem várias teorias para explicar fenômenos da natureza. Vemos a física newtoniana, aquela que aprendemos na escola, explicar o movimento de corpos macroscópicos a baixas velocidades. Temos a física relativística, que estuda movimentos a velocidades altas, próximas da velocidade da luz. Vemos a física que estuda fenômenos ligados a ondas eletromagnéticas. E vemos a mecânica quântica, a física que estuda forças em níveis atômicos. Alguns cientistas acreditam que pode-se unificar essas teorias em uma só, criando uma espécie de “Teoria de Tudo”. Uma das contribuições de Hawking foi justamente tentar dar um passo nessa direção.
Mas, voltemos ao filme. Esses elementos científicos são citados na história, mas o foco principal é a vida do cientista em si, que contém uma tragédia pessoal. Ele foi acometido de uma doença onde os neurônios que mandam os comandos do cérebro para os músculos e órgãos não fazem mais esse trabalho. Como consequência disso, a pessoa não consegue mais se mover e pouco a pouco, a musculatura começa a se atrofiar até a morte. Nosso protagonista (interpretado por Eddie Redmayne, que fez uma excelente caracterização do cientista, diz-se que o próprio Hawking achava que ele se via no filme) mostrava sinais dessa doença, esbarrando em objetos, ou tropeçando, o que lhe dava a aparência de ser um desastrado. Quando diagnosticada a moléstia, Hawking tinha uma previsão de apenas dois anos de vida. O mais lamentável é que sua capacidade de pensar permaneceria intacta, mas a doença o impossibilitaria de expressar seus sentimentos. Ele havia se entregado completamente, mas recebeu a ajuda de sua namorada, Jane (interpretada por Felicity Jones), com quem se casou e teve três filhos. Mesmo com todos os problemas ligados à doença, Hawking levou seu trabalho de doutorado à frente e conseguiu terminá-lo.
O filme começa empolgante, mas com tempo, a história fica um tanto quanto arrastada e até melancólica, pois vemos os problemas que a doença provoca em sua vida, tanto no aspecto físico quanto no emocional. Apesar de tudo, Hawking não esmoreceu e continua na ativa até hoje, onde sua inteligência muito apurada o ajuda a enfrentar todas as dificuldades. Aliada a essa inteligência está o seu grande senso de humor, que contagiava todo mundo e o ajudava, inclusive, a brincar com seus filhos pequenos. Uma coisa que deve ser dita aqui é que o filme se baseou no livro escrito pela esposa de Hawking, que revelou todos os detalhes da vida dela com o cientista.

Assim, “A Teoria de Tudo” é mais um filme que merece nossa atenção, até porque ele concorre a cinco Oscars (filme, ator para Eddie Redmayne, atriz para Felicity Jones, roteiro adaptado, trilha sonora original) e ganhou o globo de ouro de melhor ator de drama para Eddie Redmayne. Se você quer saber um pouco das teorias do famoso cientista e muito sobre sua vida íntima, esse filme é um programão.


Cartaz do filme


Stephen Hawking e a futura Jane Hawking


Tudo aparentemente ia bem...


Mas uma doença degenerativa o pegaria de surpresa...


Mesmo assim, o casamento aconteceu


Um relacionamento cheio de dificuldades.


Unidos por vários anos.,.


Ainda conseguiu criar os filhos!!!!


Uma sensacional caracterização...


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Birdman

Birdman, Ou A Inesperada Virtude da Ignorância. Blockbuster X Arte.
Mais um candidato ao Oscar. “Birdman, Ou a Inesperada Virtude da Ignorância” fala da história de um ator que foi um grande sucesso na década de 1980 interpretando um super-herói (o tal “homem-pássaro”) e que agora quer fazer um retorno triunfal dirigindo uma peça de teatro na Broadway. Vamos ver aqui como esse ator, Riggan (interpretado por um ator que realmente fez sucesso nas décadas de 1980 e 1990, Michael Keaton, interpretando super-heróis como o Batman e personagens um tanto inusitados como o famoso Beetle-Juice) fará os preparativos da peça, num dia-a-dia altamente turbulento, onde seu temperamento forte lhe trará sérios problemas e processos. Incorporado ao elenco estará um excelente ator, Mke (interpretado magistralmente por Edward Norton), tão problemático quanto nosso protagonista. Os dois conseguem chegar às vias de fato, tamanhas são as loucuras e manias deles. Para piorar a situação, Riggan ainda escuta vozes de seu personagem super-herói da década de 1980, tentando dissuadi-lo daquela volta profissionalmente mais artística, já que ele era uma espécie de lenda viva para os então adolescentes da época de “Birdman”, sendo um rei dos blockbusters do passado.
É um filme muito instigante, que mostra uma espécie de embate entre o que é considerado arte, uma “cultura de alto nível” e os blokbusters, considerados mais descartáveis por uns ou até lixo cultural por outros. No centro dessa tensão está Riggan, que quer se desgarrar de seu passado de super-herói, vinculado a um lixo cultural descartável, e abraçar uma cultura considerada de mais alto nível, encenando a peça teatral. Seu comportamento temperamental esconde, entretanto, uma pessoa altamente insegura, que acha que não foi um bom pai para sua filha Sam (interpretada por Emma Stone), além de temer que sua peça será um fracasso, já que sua figura é muito vinculada ao herói pretérito e as pessoas não o levarão à sério. A grande expectativa do filme é constatar se a peça será um sucesso ou não em virtude dos muitos altos e baixos do processo de produção e das situações muito inusitadas surgidas durante os ensaios abertos ao público.
Esse filme está cotado para nove Oscars esse ano (filme, ator para Michael Keaton, ator coadjuvante para Edward Norton, atriz coadjuvante para Emma Stone, direção para Alejandro Iñárritu, roteiro original, fotografia, edição de som e mixagem de som), além de ter faturado dois globos de ouro (roteiro e ator de comédia ou musica para Michael Keaton) e muitos outros prêmios, valendo a pena estar ligado na noite da premiação. Outra grande virtude do filme é a música, marcada por solos de bateria, calmas em alguns momentos e muito nervosa em outros, dando todo um charme especial à coisa. O filme também usa tomadas mais longas, onde o diálogo entre os personagens é feito com os mesmos andando pelo interior do teatro, para cima e para baixo, onde os cortes são praticamente evitados. Isso nos faz “passear” com os personagens por todo o prédio do teatro em algumas tomadas, saindo desde o palco, passando por corredores, chegando a camarins e indo até a terraços. Isso deu todo um tom especial ao filme. Tal recurso de evitar takes curtos para diálogos substituídos por tomadas mais longas também é visto em filmes do Woody Allen. Essas tomadas longas seriam o momento filme de arte. Mas os diálogos entre Riggan e “Birdman” são coalhados de efeitos especiais, típicos de um blockbuster. Mas tais efeitos especiais são carregados de toda uma beleza, onde o filme de arte e o blockbuster se imbricam. Os destemperos emocionais também dão um tom de comédia ao filme, embora ele seja muito mais do que isso.

Dessa forma, “Birdman” é um filme e tanto e favorito para levar algumas estatuetas e será uma decepção se isso não ocorrer na noite de premiação. Vale a pena dar uma conferida no filme antes.


Cartaz do filme


Riggan. Busca de reconhecimento na arte.


Mas o Homem-Pássaro atormenta nosso ator.


Sempre à espreita...


Efeitos especiais. Momento blockbuster...


Insegurança...


Situações inusitadas nos ensaios


Riggan e Mike: à beira de um ataque de nervos...


Sam. Dificuldades de relacionamento com o pai...


Lembram do "Besouro Suco"???