Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!

Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!
Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Busca Implacável 3

Busca Implacável 3. Tiro, Bordoada, Bordoada, Tiro.
Mais um blockbuster americano típico. “Busca Implacável 3” é o filme de ação que explora a violência das formas física (pancadarias muito bem coreografadas) e bélica (cenas igualmente bem ensaiadas de tiroteios, explosões de automóveis que apertam o coração e perseguições). Pelo menos, bons atores que dão alguma credibilidade à pirotecnia (Liam Neeson, Forest Whitaker, Famke Janssen) e a produção do super porra-louca Luc Besson. O enredo é parecido com muitos outros filmes do gênero. Um ex-agente que tem sua ex-mulher assassinada supostamente por mafiosos russos que ameaçam também sua filha. O assassinato da ex-mulher ainda por cima foi armado de forma que parecesse que o ex-agente foi o culpado pelo crime, o que coloca a polícia em seu encalço, provocando um duelo de perseguição e inteligência entre o ex-agente e o chefe de polícia para apimentar a coisa, enquanto que o verdadeiro culpado do rolo todo ainda não foi descoberto e o pau não quebrou de verdade.
Outra historinha de ação para entreter. Nada demais. Mas que foi legal ver Neeson e Whitaker contracenando juntos, isso foi. Também foi bom ver, mesmo que por poucos momentos no filme, a “fênix” Famke Janssen. No mais, os exageros de sempre, se bem que extrapolados pela presença de Besson que, como sabemos, sempre carrega nas tintas, tornando a coisa até um pouco mais divertida. O que mais chamou a atenção foi o jogo de gato e rato entre o ex-agente, a polícia e os suspeitos de plantão, até se chegar ao verdadeiro canalha da coisa. Ah, e a filhinha indefesa no meio, o paizão coruja correndo para salvá-la, sua equipe de apoio fazendo todas as tramoias para ajudar nosso protagonista, etc., etc.

Então, se você está interessado em apenas dar algumas risadas com situações absurdas ou ver um punhado de bons atores trabalhando para fazer caixa, dê uma chegadinha em “Busca Implacável 3”. Espere somente o esperado numa situação dessas.

Cartaz do filme


Liam Neeson está de volta!!!


Detonando os inimigos


Machucando os malvados


Mas sem deixar de ser um bom paizão


A presença de Forest Whitaker sempre ajuda muito...


Legal ver os dois contracenando juntos...


Eu só queria mais Famke Janssen. Vou ver Busca Implacável 1 e 2...


domingo, 15 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Antes de Dormir

Antes De Dormir. Thriller Sem Fosfosol.
Um curioso filme apareceu nas telas. “Antes de Dormir” é estrelado por Nicole Kidman e Colin Firth, que assim como em “Uma Longa Viagem”, fazem um casal protagonista. Mas agora a coisa é muito mais tensa. Christine e Ben têm uma enorme barreira entre eles. A moça sofreu um grande trauma no passado e só consegue armazenar a memória de um dia. Ou seja, todos os dias quando ela acorda, ela se esquece de quem é e de sua vida, tendo que ser relembrada diariamente pelo marido de si mesma. Mas Christine também tem a ajuda secreta do neurologista Dr. Nasch (interpretado por Mark Strong), que procura fazer uma terapia com ela. Por que a coisa é feita na surdina fica um mistério. Aos poucos, Christine vai se lembrando de seu passado e recorda que seu trauma vem de um ataque que ela sofreu de um homem. Christine irá, então, desvendar esse mistério aos poucos, onde Ben e o Dr. Nasch tornam-se suspeitos.
É uma história de poucos personagens, o que ajuda a não embananar muito a trama. O filme fica centrado demais em Christine e seus relacionamentos, além de suas memórias passadas, onde compartilhamos a angústia da personagem protagonista de não saber integralmente de seu passado. Assim, toda nova informação sobre a vida de Christine fornecida pelos demais personagens deve sempre ser questionada, pois alguém tentou matá-la e não fala a verdade. O marido pode ser o inimigo. E o médico amigo? E a foto de uma mulher que estava escondida? Por que essa foto estava escondida? Pouco a pouco, esse thriller vai se desvelando...

Para quem gosta de um suspense despretensioso, o filme diverte. Atuações muito boas de Kidman e Firth, que carregam o filme e prendem a nossa atenção do início ao fim. Algumas cenas um tanto violentas. Como é difícil ver aquela lourinha magrinha tomando porradas homéricas, com direito até de algumas garrafadas na cabeça, uma violência que não estamos acostumados a ver nos filmes dessa forma. Tal tipo de cena choca mais que uma pancadaria ou um tiroteio, já que se trata de algo muito desproporcional. No mais, filme comercial de entretenimento puro, valendo mais pela atuação dos protagonistas. Coisa meio descartável, a gente vê e depois esquece. Mas nem todo filme precisa ser cabeça mesmo. Diversãozinha legal...

Cartaz do filme


Uma mulher sem passado grava a si mesma para saber quem é...


Um marido sempre presente, mas...


Um médico sempre presente, mas...

Medos, dúvidas e inseguranças, num clima de muito suspense...


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Corações Livres

Corações Livres. Trocando O Certo Pelo Duvidoso E Se Dando Mal.
O Cine Joia, em Copacabana, lá escondidinho num shoppingzinho, tem passado algumas antigas reapresentações que valem a pena. Uma produção de 2002 da Dinamarca, chamada “Corações Livres” foi exibida nesse cineminha simpático trazendo ele, Mads Mikkelsen, o grande ator dinamarquês, uma espécie de Ricardo Darín da Jutlândia. Dirigido por Susanne Bier e com roteiro de Anders Thomas Jensen, faz parte do movimento Dogma 95, da Dinamarca, criado por Lars von Trier e Thomas Vinterberg, época em que o Cinema fazia cem anos e que tinha o objetivo de se fazer um cinema menos comercial e mais realista, ou seja, resgatar o cinema anterior a uma exploração industrial à la Hollywood, restringindo técnicas e tecnologias. Uma série de regras tem que ser respeitada, como uso exclusivo de locações em detrimento de cenografias, som e imagens produzidos não produzidos separadamente, câmara na mão, proibição de truques fotográficos, filmes devem abordar apenas a época atual, o nome do diretor não deve constar nos créditos, etc. Os filmes devem ter um certificado do Dogma 95 atestando que as exigências foram cumpridas. O movimento produziu filmes de baixo orçamento e de qualidade técnica duvidosa para alguns, o que reforçava a importância do roteiro. Dentro desse contexto, “Corações Livres” foi produzido.
A película conta a história de um jovem casal, Cecille (interpretada por Sonja Richter) e Joachim (interpretado por Nikolaj Lie Kaas), altamente feliz e com muitos planos para o futuro, dentre eles o casamento. Mas um atropelamento sofrido por Joachim jogou tudo por água abaixo, pois ele ficou tetraplégico. Quem o atropelou foi Marie (interpretada por Paprika Steen), casada com o médico Niels (interpretado por Mads Mikkelsen) que trabalhava no hospital onde Joachim estava internado. Apesar de não ser culpada pelo acidente, Marie tinha esse sentimento em sua mente, já que, na hora do atropelamento, tinha acelerado o carro por conta de uma discussão com a filha adolescente no interior do automóvel. Assim, Marie pedia a Niels para dar conforto e assistência a Cecille no hospital, que recebia sucessivas patadas de Joachim que não queria mais a visita da moça. O leitor já sabe o que aconteceu. Niels e Cecille se aproximam, tornando-se amantes. Um triângulo amoroso com uma fragilidade e tanto entre as figuras humanas lá presentes. Uma família que vai se desmantelar completamente. E muitas, muitas incertezas, com um filme de desfecho completamente aberto.
As rígidas regras do Dogma 95 (se não fossem rígidas, o manifesto não se chamaria assim) ajudaram um pouco na dramaticidade da coisa. Houve uma boa sacação no roteiro. Em alguns momentos, a imagem mostrava a situação que se passava na história, intercalada por imagens que expressavam o desejo dos personagens. Como um exemplo, há uma cena em que Cecille e Joachim estão no quarto do hospital. Para afastar Cecille, Joachim já a despreza. Ele deitado na cama, olhando para o teto, fingindo que Cecille nem está ali deitada na cama ao lado. Na imaginação de Cecille, eles estão de mãos dadas, com um olhar terno um para o outro. Vale ressaltar que a imagem que expressa o desejo de Cecille foi tomada num close, de forma desfocada, granulada e sem iluminação específica, uma das intenções do Dogma 95, ao passo de que a imagem mostrando a situação real era produzida de forma mais “comercial”, com mais qualidade, digamos assim.

A história é o clássico caso de se trocar o certo pelo duvidoso, de seguir a emoção ao invés da razão. Se Niels resolveu se arriscar, Cecille ainda tinha muito amor por Joachim. Este, por sua vez, sabia que o relacionamento com a namorada era impossível. E Marie ficou a ver navios com uma penca de filhos. Nenhum dos personagens teve algum tipo de solução para seus problemas. Tudo permaneceu em aberto. Tudo suspenso no ar, de forma frágil como um castelo de cartas... ou seja, mais um filme de arte que imita a vida, provocando reflexões sobre a condição humana... e a excelente presença de Mads Mikkelsen, acompanhado agora da excelente Paprika Steen, que também trabalhou no primeiro filme do movimento Dogma 95, “Festa de Família”. Tais curiosas experiências e atuações fazem o cinema dinamarquês ser digno de atenção.

 
Cartaz do filme


Tetraplégico, Joachim rechaça Cecille


A jovem moça sofre


Mas ela encontrará consolo nos braços de Niels


Ele estará a sua disposição, mas...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Os Pinguins de Madagascar.

Os Pinguins De Madagascar. Surrealismo Polar.
Animação da Dreamworks no verão. “Pinguins de Madagascar” beira o surreal. Em primeiro lugar, temos um grupo de pinguins... espiões. Tá certo, é uma animação destinada ao público infantil, mas acho que viajaram na batatinha. E, ainda mais, eles adoram aqueles salgadinhos cheios de química. Pelo menos, o desenho deixa bem claro que aquilo é uma porcaria, já que os pinguins ficam todos manchados de amarelo quando caem na comilança. Eles chegam a invadir o Forte Knox, onde está guardado todo o ouro americano, para roubar apenas a máquina com os tais salgadinhos. Nisso, eles serão aprisionados pelo Dr. Octavius Brine, um polvo (você ainda está aí lendo?) que era a grande atração de um aquário, até ser totalmente desprezado pelo público quando os pinguins espiões chegaram ao aquário. Eles eram filhotes considerados “fofinhos”. Isso despertou a ira do polvo, que criou uma máquina que deformava os pinguins e os tornavam pequenos monstros. Assim, os quatro pinguins espiões terão que salvar os pinguins do mundo inteiro, mas contaram com a ajuda de uma outra organização espiã secreta, a Vento do Norte, que era liderada por uma... raposa (?!) e ainda tinha um gigantesco urso polar (?!?!) que adorava a fofura dos pinguinzinhos (?!?!?!), uma coruja (?!?!?!?!) e um pequeno leão-marinho (?!?!?!?!?!).
Vou parar por aqui, pois vocês devem ter uma ideia do resto. Pensando bem, não, vocês não têm ideia. Só sei de uma coisa: quem escreveu esta história devia estar muito louco, talvez sob o efeito de alguma substância alucinógena, sei lá. A coisa é muito surreal. E torna-se muito engraçada também. Uma coisa que não se pode dizer da animação é que ela é previsível e óbvia. Mas não deixa de ser uma boa sátira aos filmes de espionagem. Um destaque deve ser dado às vozes dos filmes. Na versão americana, o Dr. Octavius é interpretado por John Malkovich e temos ainda a presença de Benedict Cumberbatch.

Assim, se você quer rir um pouco mas ficar muito, muito mais perplexo, dê um pulo ao cinema para ver os tais pinguins. É uma doideira só.

Cartaz do filme


Exotismo



Na infância


 
Disfarçados


Vento do Norte


Desentendimentos entre os espiões


Comendo porcaria


Um ursão apaixonado por pinguins (quê???)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Os Caras de Pau em O Misterioso Roubo do Anel

Os Caras De Pau Em: O Misterioso Roubo Do Anel. Zorra Total Turbinado.
E os filmes comerciais da Globo voltam a atacar com suas comédias escrachadas de puro entretenimento! Agora temos os seguranças Pedrão (interpretado por Marcius Melhem) e Jorginho (interpretado por Leandro Hassum) guardando um anel em forma de tatu que é pertencente a socialite Gracinha e Medeiros (interpretado pela bela Christine Fernandes, o melhor do filme). O problema é que o tal anel será roubado por um ninja e, durante a luta dos seguranças com o arremedo de combatente nipônico, Jorginho engole o anel. A polícia pensa que os dois seguranças roubaram o anel e parte atrás deles. Assim, Pedrão e Jorginho terão que, ao mesmo tempo, provar a sua inocência e correr atrás dos bandidos. Ou os bandidos correrem atrás deles. Isso porque ainda tem uma quadrilha de mafiosos portugueses (?!?!) atrás do anel.
Definitivamente, é uma diversão primária com direito a diálogos bobinhos e as gritarias tresloucadas de Leandro Hassum, assim como os chiliques de Marcius Melhem. A coisa é até engraçada, mas uma hora cansa. Confesso que dá uma certa perplexidade e até constrangimento assistir a película. Muita gente gosta, eu sei, mas é muito bobinho. Há até umas sacadas legais como a Loja dos Ninjas. Mas, por outro lado, insistir na já batida piada de português numa sociedade tão globalizada como a de hoje, sei lá, pega até mal. Que se ficasse só na gritaria, nos fricotes e no passado nilopolitano de Melhem mesmo.

E pensar que há tantas pessoas com boas ideias para filme por aí e sem dinheiro. Bom, quem pode gastar, pode. Vemos muito isso no cinema americano, também, quer dizer, uns filmes que mais soam como desperdício de celuloide e dinheiro quando poderia se investir em algo melhor. Jamais pensei que tal fato fosse acontecer aqui no Brasil também. Nunca imaginei que sobraria dinheiro no Brasil para se fazer filmes desse naipe. Mas, como eles dão retorno, são feitos... o único objetivo deles é o realmente o entretenimento puro, o fazer rir. Nada mais além disso. Produção para encher cinema de shopping nas férias... se tem gente que gosta, por que não? Mas tem coisas ali que realmente são difíceis de engolir... menos mal que temos um público heterogêneo e o cinema brasileiro deve procurar atender a todos os gostos. Mas, sei lá... achei uma merda mesmo. Foi mal Melhem e Hassum. Até gosto da propaganda do Micosol e dos Frangos Rica, mas esse filme não dá, não...

Cartaz do filme já diz tudo...


Rola um filme bom???


Pelo menos tem a Christine Fernandes...


Mas...


Credo!!!!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Operação Big Hero

Operação Big Hero. Ficção Científica Disfarçada De Atração Infantil.
Confesso aqui que não sou muito de ver animações. A primeira coisa que vem à mente é achar que uma animação é uma atração para crianças. Vamos para outra direção, ver os candidatos ao Oscar ou os filmes europeus. Mas devo confessar, também que, apesar das animações serem mesmo atrações infantis, algumas delas podem ter um bom conteúdo. É o caso da nova historinha da Disney “Operação Big Hero”, que pode ser entendida também como uma boa história de ficção científica e ação.
Vemos aqui a história de um futuro, talvez não muito distante, onde a cidade americana de San Fransokyo (isso mesmo, uma San Francisco totalmente niponizada) tem na sua realidade cotidiana uma tecnologia altamente desenvolvida, com direito a robôs e tudo. Um menininho de 13 anos, Hiro Hamada, com a inteligência muito avançada para a sua idade, descola uma grana em competições de luta entre robôs. Mas seu irmão Tadashi quer tirá-lo dessa vida um tanto perigosa (os competidores e apostadores em lutas de robôs costumam ser maus perdedores) e pretende leva-lo logo para a Universidade em que estuda, junto de seus amigos que também tem outros projetos científicos. Lá, Hiro conhece o professor Callaghan, um verdadeiro gênio da área robótica, e fica interessado em entrar para a Universidade. Hiro irá participar de um concurso para ganhar uma bolsa na Universidade, com seus micro-robôs controlados pela mente e que podem construir qualquer coisa com a força de seu pensamento. Mas seu projeto será roubado depois de um incêndio. Caberá a Hiro e seus amigos ir atrás de quem roubou seu projeto, com a ajuda de Baymax, um robô inflável programado por seu irmão para atendimentos médicos de primeiros-socorros.

Soando dessa forma, a história parece bobinha. Mas isso é para evitar os spoilers. Dois pontos atraentes já chamam a atenção nessa pequena explanação. Em primeiro lugar, uma niponização de São Francisco, que poderia parecer estereotipada e preconceituosa, não fosse pelo fato de o protagonista da história ser de origem japonesa. Ou seja, vemos um filme americano da Disney onde o grande herói não é um WASP. Sei que não é o primeiro caso, mas a gente sempre deve mencionar quando isso acontece na cultura americana, principalmente num contexto de uma São Francisco niponizada, aparentemente considerado distópico para os americanos. Em segundo lugar, o uso da robótica e da tecnologia num desenho animado infantil. Os diálogos entre Hiro e o irmão sobre a constituição e a construção de Baymax são interessantíssimos e usam expressões que há alguns anos pareceriam inacessíveis ao público infantil. Por outro lado, há também a questão da nanotecnologia expressa no filme. Vemos os micro-robôs de Hiro construindo tudo o que fosse possível apenas com a força do pensamento. Bom, a nanotecnologia já é um tipo de pesquisa que está se desenvolvendo e com um futuro que poderá ser muito promissor, sobretudo para a medicina, onde pequenos robôs poderiam fazer microcirurgias como desentupir artérias. Dessa forma, o filão do filme, que é a tecnologia e a robótica, aproxima o desenho de uma obra de ficção científica. Claro que haverá toda a coisa de presenciarmos uma aventura infanto-juvenil com coisas engraçadinhas, momentos afetuosos e grandes lances de ação, mas usar o discurso tecnológico e o sabor sci fi da coisa realmente tornam essa animação especial a meu ver. Uma diversão garantida e não tão bobinha, com elementos de uma realidade presente e, talvez, futura.


Cartaz do filme


Hiro e seus amigos nerds


Uma amizade sincera com Baymax


Heróis um tanto desajeitados...


Relação afetuosa com o irmão...


Um misterioso vilão...

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Uma Noite no Museu 3

Uma Noite No Museu 3. Tributos A Grandes Atores.
Filmes de entretenimento. Blockbusters de verão. Às vezes, não dá para falar muito de tais filmes. Parecem muito planos, superficiais, que só servem para divertir e não acrescentam nada em nossas vidas. Mas “Uma Noite No Museu 3” tem uma virtude especial. Ele conta com grandes atores. E, alguns deles que não estão mais entre nós, o que dá certo tom de nostalgia a essa película bem comercial. E tem Ben Stiller, um grande comediante e excelente ator, que só consegue trazer gente muito gabaritada para trabalhar com ele, outra de suas grandes virtudes.
O vigia Larry desta vez irá até Londres com uma antiga placa egípcia que se deteriora progressivamente e é a responsável por dar vida a todas as peças do Museu de História Natural de Nova York. Quem sabe recuperar a placa é o faraó Merenkahre, que está no Museu de História Natural de Londres. Larry irá para a Inglaterra para procurar o tal faraó. Mas seus amigos do museu americano também irão para ajudá-lo, devidamente encaixotados. Depois de muitas peripécias e aventuras, a placa será recuperada e o happy end é inevitável.
O elenco conta com figuras como as de Owen Wilson, Steve Coogan, Robin Williams, Ben Kingsley, Dick Van Dyke (que trabalhou em “Mary Poppins”) e o inesquecível Mickey Rooney. Por conta dos falecimentos de Robin Williams e Mickey Rooney, a presença deles já foi uma atração à parte, sendo homenageados nos créditos finais. Foi muito legal também rever Dick Van Dyke, firme e forte. No mais, Ben Stiller engraçado em dose dupla, principalmente no papel do Homem de Neandertal Laaa. Ver os personagens de Larry e Laaa conversando, ou seja, Stiller interpretando com ele mesmo, foi a parte mais engraçada e hilária do filme, mostrando o talento desse grande comediante, que sempre nos brinda com histórias legais, seja na comédia, seja no drama.

Dessa forma, esse filmão de estúdio clássico que tem uma história engraçadinha e simples é compensado pelos bons atores e talentos. Quem gosta de cinema, gosta de ver atores de gabarito. E “Uma Noite no Museu 3” proporciona isso. Apesar da diversão juvenil, vale a pena. E rir de uma história bobinha de vez em quando sempre serve para desopilar o fígado.

Cartaz do filme


 
Ben Stiller de volta com várias figuras exóticas


Laaa, o mais engraçado...


Robin Williams. Despedida...


Mickey Rooney (o menorzinho à direita), outro que vai deixar saudade, e Dick Van Dyke (à direita de Stiller), que trabalhou em "Mary Popins", da Disney...

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Resenha de Filme - Nostalgia da Luz

Nostalgia Da Luz. Memória, Presente, Passado, Vida E Morte.
Um excelente documentário de 2010. “Nostalgia da Luz” tem como cenário o Deserto de Atacama, no Chile, um local onde nenhum ser vivo tem como habitat natural. É o sítio no planeta Terra que mais se assemelha à superfície de Marte. Um local apenas de passagem, usado por várias civilizações no passado. Patricio Guzmán vai abordar o Deserto do Atacama de hoje, que tem várias presenças do ser humano. Os desertos costumam ter céus bem limpos, altamente propícios para a observação astronômica. Por isso mesmo, vários países europeus instalam telescópios e antenas no deserto para estudar os astros. Próximas aos observatórios há várias pinturas rupestres comprovando a passagem de antigas civilizações indígenas por lá. Logo, o deserto também é um sítio propício para os arqueólogos que, volta e meia, encontram corpos indígenas mumificados de séculos atrás. O clima desértico possibilitou a preservação desses corpos, de forma que alguns estão praticamente intactos e são uma fonte valiosa de pesquisas. Por outro lado, o deserto também tem marcas do horror, pois lá funcionou um campo de concentração construído por ordens de Augusto Pinochet, onde antes existiam os alojamentos dos trabalhadores de uma mineradora. A única coisa que a ditadura chilena fez foi cercar o campo com arame farpado. O Deserto também foi utilizado para sepultar perseguidos políticos mortos pela ditadura em valas clandestinas. Com isso, é possível encontrar pequenos pedaços de ossos de desaparecidos e seus parentes, em sua maioria senhoras já idosas, vagam pelo deserto com pequenas pás em busca de qualquer vestígio de desaparecidos políticos, na esperança de que algum pedaço de seus entes queridos seja achado.
O documentário é extremamente tocante, sobretudo no que concerne às buscas dos desaparecidos políticos. É especialmente dolorosa a passagem de uma mulher que conseguiu achar o pé do irmão no deserto. E mais dolorosa ainda a passagem de uma mulher de 70 anos que ainda não achou qualquer vestígio de seu marido e quer seu corpo inteiro, algo que nem se sabe se irá acontecer, pois o deserto é muito extenso e ouviram-se boatos de que alguns corpos foram lançados ao mar para encobrir esse terrível crime contra a humanidade que ocorreu na ditadura de Pinochet. Algumas imagens de arquivo e em preto e branco da exumação de uma cova coletiva em 1990 são especialmente chocantes, pois as condições do deserto preservaram os corpos e ainda podemos ver o semblante das vítimas na hora da morte. Uma moça ainda estava de batom e com seu rosto, casaco e mãos intactas. Algo que parte o coração. É especialmente terrível o caso de uma astrônoma chilena que foi salva pelos avós, sob o preço de entregar os pais da moça. Se isso não fosse feito, a menina, com pouco tempo de vida, também seria presa e sumiria. O casal de avós, já bem idoso, somente estava lá diante da câmara, impassível, provavelmente com um peso na consciência de ter sido obrigado a entregar os pais da menina para o regime. A menina, por sua vez, disse que estudava astronomia para buscar um significado ao seu sofrimento, pois ela com os ciclos de nascimento e morte das estrelas, podia sentir como a matéria do Universo se reciclava e passou a entender que tal coisa também havia ocorrido com seus pais. Há um registro de que 30000 pessoas tenham sofrido alguma violência por parte do Estado na ditadura chilena, enquanto estima-se que outras 30000 pessoas também tenham sido barbarizadas pelo regime mas não denunciaram por vergonha ou medo.
O documentário também é maravilhoso pela ideia de preservação da memória. Vemos aqui um grande paradoxo no deserto. Enquanto os arqueólogos buscam vestígios de civilizações antigas para reconstruir o Chile pré-colombiano, por outro lado, os desaparecidos políticos foram enterrados lá para serem esquecidos. Uma parte podre da história chilena que foi varrida para debaixo do tapete. É por isso que as senhoras que buscam seus parentes no deserto dizem que se sentem como uma espécie de “lepra” da sociedade, pois a história delas incomoda a muitas pessoas. E a única forma delas não serem apagadas da já fraca memória chilena é continuando a buscar vestígios de ossos no deserto.
Enquanto isso, os astrônomos no alto dos morros observam o Universo e, assim, também investigam o passado. Estrelas longínquas mostram em seus espectros linhas de absorção de cálcio, o mesmo cálcio que está no corpo das pessoas e nos ossos das múmias indígenas ou nos restos dos desaparecidos. Assim, astrônomos, arqueólogos e parentes de desaparecidos estão todos, de certa forma e cada um a seu jeito, comprometidos com o passado e a memória. Essa é a grande beleza desse documentário, que podemos considerar uma verdadeira obra-prima.

Dessa forma, “Nostalgia da Luz” é um programa imperdível e obrigatório. Um documentário, que usa um terreno tão estéril como o deserto para relacionar temas ricos e aparentemente díspares como a Astronomia, a Arqueologia, a História, a Política e a Memória, deve ser aplaudido de pé. Uma reflexão de alto nível. Histórias e depoimentos comoventes. Um grito de denúncia contra as injustiças. Uma joia do cinema tão brilhante como as fotografias das joias que vemos no céu. “Nostalgia da Luz” é para ver, ter, refletir e se emocionar.


Cartaz do filme


Um deserto morto, mas cheio de vida...


Céus límpidos atraem astrônomos de todo o mundo


Propiciando belas imagens do Universo e do passado...











Dolorosa busca por fragmentos de desaparecidos políticos.


De José, somente sobrou seu pé...


A jovem astrônoma só sobreviveu por uma difícil escolha dos avós...


Aulas de astronomia no campo de concentração...


Um sensacional trabalho de Patricio Guzmán