Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!

Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!
Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

As Conchinhas


O autor e suas conchinhas

Eu estava na praia
de areia branca infinita.
Além dos ovos de arraia,
tinha o azul do mar, de candura bonita.
Outros detalhes interessantes
nesta vasta marina
são as conchinhas, fulgurantes
cujas superfícies o branco ilumina.

É impressionante o universo de cores
que as conchinhas abrigam.
Todos os tons e matizes elas possuem sem pudores.
Grande variedade elas indicam.
Eu prefiro as negras,
pois do branco elas destoam.
Mas há as amarelas, transparentes, lilases e vermelhas
e o som do mar nelas ressoam.

Esses pedaços de calcário
refletem a vida no meu imaginário.
Pois abrigam seres vivos
e, agora, lentamente viram pó.
As muitas cores mostram a diversidade e seus mitos.
Espelhos de um passado que pode dar dó.
Finalmente, na minha inconsequente comparação,
assim como os humanos, vejo as conchinhas fitando as vagas em contemplação.

Todos esses pensamentos me vêm à mente
enquanto caminho à beira do oceano.
O vento úmido e salgado corta a minha fronte impiedosamente
com a agressividade do antigo Cirano.
Já as conchinhas permanecem sobre a areia
enquanto o horizonte o Sol permeia.
Logo, virá a noite e suas vias estreladas,
conchinhas no firmamento entronadas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Meus Filmes Inesquecíveis (6) - Cantando na Chuva - Série Iconográfica

O filme de hoje dispensa apresentações. "Cantando na Chuva" é algo de simplesmente primoroso. Gene Kelly imortalizado. Donald O´Connor inesquecível. Debbie Reynolds totalmente formosa. Cyd Charisse eterna, mesmo sem dizer uma palavra sequer. Um dos grandes filmes da história do cinema. Um hino a alegria e a felicidade. Se você acha que a vida não tem mais sentido, que tudo está perdido, se você teve apenas um péssimo dia, coloque esse filme no seu aparelho de DVD e veja. Ele é a cura garantida para qualquer tristeza. O filme trata do assunto que qualquer cinéfilo gosta: os bastidores do cinema da passagem do filme mudo para o falado, abordando um assunto que, se acabou com muitas carreiras (e, literalmente com a vida de alguns atores, que se suicidaram inclusive, por não poderem continuar no meio cinematográfico em virtude de seus sotaques estrangeiros), em "Cantando na Chuva" vemos toda a transição dessa indústria cinematográfica com grande humor. Esse filme é uma das grandes contribuições norte-americanas para a cultura universal. Vamos as imagens:








quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A Noiva Estava de Preto

Ontem eu revi um clássico de François Traffaut, "A Noiva Estava de Preto", com a maravilhosa Jeanne Moreau. Vi também alguns traillers de filmes do Truffaut e me lembrei dos tempos em que frequentava semanalmente o Estação Botafogo e o antigo Espaço Unibanco para ver esses clássicos da nouvelle vague. Bons tempos onde a gente podia fazer uma higiene mental em alto estilo. Hoje, só se consegue isso se tivermos sempre um bom livro à mão. É o que eu tenho tentado fazer. Se alguém ficou curioso com esse filme, eu provavelmente o colocarei em meus filmes inesquecíveis nas próximas ocasiões... aliás, o cinema europeu merece mais atenção nesse meu espaço. Sanarei essa deficiência no futuro. Por hora, é só... ah, e não esquecam sempre de fazer uma higiene mental para fugir do stress do dia-a-dia. Essa é a minha confissão de hoje...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Espírito do Ano Novo



Mais um ano começa!
Será que ele vai me pregar mais uma peça?
Ou dessa vez ficarei feliz à beça?
Só espero sair da inércia
e cumprir as famosas resoluções!
Cuidar da saúde, emagrecer, enriquecer são minhas intenções.
As mesmas dos anos passados
e, por mim, esquecidas sem abalos.

Confesso que, às vezes tenho medo
do que está por vir.
Será que a morte virá cedo?
Será que da tristeza não poderei fugir?
O futuro incerto
é um tormento, decerto.
Sinto que, para não agonizar,
tenho que fazer o tempo parar.

Mas os tempos vindouros
também podem trazer louros:
o carinho dos amigos,
a distância dos inimigos,
a brisa das mudanças,
que traz novas esperanças.
A realização das almas,
para a intelectualidade, muitas palmas.

Após tantas relfexões
tiro algumas conclusões.
Não é o futuro que nos define.
Não é o destino que nos restringe.
Nossos próprios atos
é que devem ser sensatos
para as mudanças buscar
e dos fantasmas do passado escapar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Numa Churrascaria da Zona Sul



Copacabana, vinte horas.
Estou na churrascaria.
Espero minha amada sem demora
voltar de seu emprego na galeria.
No restaurante, um mar de pessoas inconstantes.
Alguns falam a língua pátria.
Outros idiomas de terras distantes,
turistas até das terras ádrias.

Muito estranhos, esses estrangeiros!
Negros americanos, rindo cheios de trejeitos.
Nórdicos gordos e de bochechas vermelhas.
Francesas formosas e faceiras,
mas obsoletas perto da beleza das brasileiras,
que também povoam o local,
desfilando sua graça natural,
perfumando o ambiente com o seu floral.

E os funcionários?
Ah, esses trabalham de dar pena,
pois recebem baixos salários
e ainda labutam até muito depois da novena.
Desfilam carnes saborosas
mas têm vidas nada suntuosas.
Definitivamente, o sotaque não é de Trieste.
São eles quase todos do Nordeste.

Pois é.
É interessante como a injustiça do mundo
se expressa cheia de fé
nesse sítio profundo.
Uns muito comem e pouco pagam.
Outros muito trabalham e pouco recebem.
Os ricos têm luxos que se destacam
e os pobres, uma vida em que quase perecem.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

As Pedras e o Mar



Eu estava no Arpoador.
Eram seis da tarde.
Minha alma em profunda dor,
apesar da flor da idade.
Vivia em traiçoeiro torpor.
Não me acompanhava a serenidade.
Tal como no shakesperiano ator,
me perseguia a brutalidade.

Súbito, olho lá embaixo as pedras
atacadas pelas águas irrequietas.
Uma luta insignificante,
pois a violência do mar não é o bastante
para derrotar a dureza das rochas
que resistem bravamente às vagas insólitas.
Mar burro, assim penso.
Luta em vão, todo tenso.

Mas percebo coisas surpreendentes.
As pedras, que parecem tão resistentes,
na verdade não são perenes
e, lentamente, são destruídas pelas águas insolentes.
A rocha esquerda tem um buraco,
a rocha direita tem um vão.
Mesmo espraguejando como um velhaco,
os sólidos contra os líquidos não têm superação.

Que lição tiro disso tudo?
A vida é luta e persistência!
Não é só a teoria do estudo,
mas também do empirismo sua eficiência.
A depressão me traz o lirismo.
Mas devo buscar também o pragmatismo.
Por isso, não posso mais tempo perder!
Tenho mais é que criar vergonha na cara, lutar e parar de sofrer!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Meus Filmes Inesquecíveis (5) - A General - Série Iconográfica

Dando sequência a meus filmes inesquecíveis, hoje vamos falar de "A General", do sensacional Buster Keaton. Esse filme foi feito em 1927 e fala da guerra de secessão do ponto de vista dos sulistas. Keaton é um maquinista de uma locomotiva chamada "General" e vai se alistar como soldado do sul na guerra, mas é rejeitado. Sua namorada o rejeita por causa disso e ele vai tentar reconquistar seu amor, depois que a sua locomotiva e namorada - seus dois grandes amores - são sequestradas pelos ianques do norte. O filme é uma obra prima da comédia muda, onde várias situações inusitadas aparecem. Keaton é considerado o rei das "gags" visuais, onde toda a graça da comédia está na materialidade visual em toda a sua essência. Esse filme também é marcado pela forma fiel em que o contexto da guerra civil é retratado, com uma grande fidelidade aos uniformes dos exércitos do sul e do norte, por exemplo. Vejamos, agora, algumas imagens desse filme: