Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!

Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!
Brigitte Helm, A Deusa Eterna De Yoshiwara!!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Você Conhece Johann Moritz Rugendas?

Hoje vamos falar de outro pintor que retratou o Brasil Colonial: Johann Moritz Rugendas. Seguem algumas der suas obras e a biografia de sempre da Wikipédia.




Johann Moritz Rugendas
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Johann Moritz Rugendas (Augsburgo, 29 de março de 1802Weilheim an der Teck, 29 de maio de 1858) foi um pintor alemão que viajou por todo o Brasil durante o período de 1822 a 1825, pintando os povos e costumes que encontrou. Rugendas era o nome que usava para assinar suas obras. Cursou a Academia de Belas-Artes de Munique, especializando-se na arte do desenho.

Biografia

Nasceu em Augsburgo, em 29 de março de 1802 e faleceu em Weilheim, em 29 de maio de 1858. De família de artistas, integrou a missão do barão de Georg Heinrich von Langsdorff e permaneceu no Brasil três anos.
No Brasil
Chegou em 1821 como espião com uma missão científica do barão de Langsdorff, viajando pelo país para coletar material para pinturas e desenhos. Acabou por se dedicar ao registro dos costumes locais, nos quais se pode notar o traço classificatório da arte botânica a detalhar os tipos humanos, as espécies vegetais e sua relação na paisagem. Quando se observa atentamente um desenho seu a bico-de-pena, por exemplo, entrevemos algumas de suas escolhas na conformação de sua narrativa plástica, para tornar legível a cena apresentada. Sabia «perfeitamente que a correção representativa não podia ser medida pela fidelidade à realidade, mas sim pela capacidade de transpô-la para a realidade da própria arte, o que envolvia um sem-número de convenções.»
Diz a obra Brasiliana da Biblioteca Nacional, página 81: « Como os demais viajantes do século XIX, Rugendas era compromissado por princípio com a documentação de um mundo que permaneceu desconhecido devido às práticas defensivas e protecionistas da coroa lusa. Esse esforço documental incluía, porém, o registro da situação particular de percepção.» (…) «A tarefa de Rugendas não se restringia, portanto, à documentação de uma situação objetiva, envolvendo o esclarecimento do valor do dado sensório.» Para o comentarista, o dilema do artista era: «como esclarecer um mundo que não se converte em impressões ordenáveis? De um lado, uma natureza incompreensível em exuberância e escala, além de uma urbanidade inabordável em sua complexa associação de padrões civilizados e ausência de civismo. De um outro, um artista estrangeiro, estranho, incapaz de demonstrar qualquer intimidade com o Novo Mundo. A solução se apresenta na adoção de procedimentos objetivistas da classificação científica.» E ainda: «No lugar daquele conhecimento íntimo da natureza (…), Rugendas documenta a impossibilidade da realidade brasileira se converter em impressão.»
Com apoio do naturalista Alexander von Humboldt, fez publicar suas memórias de viagem e transformou desenhos e aquarelas nas litografias do luxuoso álbum «Viagem pitoresca ao interior do Brasil».
Retorno ao Brasil
Em 1831 ele embarcou por conta própria em outra viagem à América e visitou diversos outros países com o mesmo objetivo, até 1846.
Sua temática era predominantemente paisagística e de representação de cenas do cotidiano. Deixou desenhos a grafite e bico-de-pena de tipos americanos, brasileiros ou latino-americanos, estudos de plantas, índios, negros, retratos, vistas urbanas, paisagens.
Bibliografia
  • Brasiliana da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, 2001.
  • Voyage pittoresque dans le Brésil, 1835.

Projetos relacionados

Motivado pelo naturalista Alexander Humboldt (1769 – 1859), Rugendas viaja para o México em 1831, com projeto de viagem pela América com objetivo de reunir material para nova publicação. No México, começa a pintar a óleo, utilizando as técnicas assimiladas na Itália. A partir de 1834, excursiona pela América do Sul, passa pelo Chile, Argentina, Peru e Bolívia. Em 1845, chega ao Rio de Janeiro, onde retrata membros da família imperial e é convidado a participar da Exposição Geral de Belas Artes. No ano seguinte, parte definitivamente para a Europa. Em troca de uma pensão anual e vitalícia, cede sua coleção de desenhos e aquarelas ao Rei Maximiliano II, da Baviera.http://ambiarte.wordpress.com/2008/03/21/rugendas-e-o-desmatamento/

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Você Conhece Alberto da Veiga Guignard?

Esta semana vamos falar de um grande artista brasileiro: Alberto da Veiga Guignard. Seguem alguns de seus quadros e a biografia de sempre da Wikipédia e um texto extraído do site amantesdavida.com.br



Alberto da Veiga Guignard
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Alberto da Veiga Guignard (Nova Friburgo, 25 de fevereiro de 1896Belo Horizonte, 25 de junho de 1962) foi um pintor brasileiro que ficou famoso por retratar paisagens mineiras.
Guignard nasceu com uma abertura total entre a boca, o nariz e o palato (lábio leporino), causando horror e compaixão aos seus pais. Ficou órfão de pai ainda menino e a mãe casou-se em seguida com um barão alemão arruinado, bem mais jovem que ela, com quem se mudaram para a Alemanha.
Sua formação foi alicerçada em bases européias pois lá viveu dos onze aos 33 anos. Frequentou as Academias de Belas Artes de Munique, onde estudou com Herman Groeber e Adolf Engeler, e de Florença.
De volta ao Brasil, nos anos 20, tornou-se um nome representativo dessa década e da seguinte, juntamente com Cândido Portinari, Ismael Nery e Cícero Dias.
Ainda jovem, orientou um grupo do qual participavam Iberê Camargo, Vera Mindlin e Alcides da Rocha Miranda. Nessa época (1944), a convite de Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, instalou um curso de desenho e pintura no recém-criado Instituto de Belas Artes. A partir daí, apaixonou-se pela cidade e mudou-se para lá.
Até a sua morte, Guignard expôs inúmeras vezes no Brasil. Em 1953, foi-lhe dedicada uma retrospectiva no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e, em 1992, no Museu Lasar Segall.

O Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, sob a curadoria do marchand Jean Boghici, amigo pessoal de Guignard, realizou uma restrospectiva, com ares de megaexposição internacional, em abril de 2000.
Foi um artista completo, atuando todos os gêneros da pintura - de naturezas mortas, paisagens, retratos até pinturas com temática religiosa e política, além de temas alegóricos.
Guignard amava, mesmo, as montanhas de Minas Gerais, seu céu e suas cores, as manchas nos muros e o seu povo. Colaborou para a formação de artistas que romperam com a linguagem acadêmica e ajudou a consolidar o modernismo nas artes plásticas em Minas. O período vivido em Minas está representado também no Museu Casa Guignard.[1]
Seu corpo repousa na Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, onde viveu até 1962.
Extraído de www.amantesdavida.com.br/segredos-nas-telas
SEGREDOS POR TRÁS DAS TELAS DE GUIGNARD
Novos exames de laboratório revelam técnicas artesanais e as pinceladas certeiras com as quais Guignard pintou suas oníricas paisagens de Minas Gerais.
Um dos expoentes da pintura modernista brasileira, Alberto da Veiga Guignard nunca teve um ateliê. Vivia na penúria, revezando-se entre pensões baratas e a casa de amigos e até trocando pintura por comida. Certa vez, pediu um preço tão baixo por quadro que o comprador não conteve o ar de espanto. Guignard então dobrou o lance e remendou: “Tinha me esquecido de incluir a moldura na conta”.
Em meio às dificuldades financeiras, ele produziu uma obra de notável apuro técnico, que sobressai pela delicadeza dos traços e pela pureza de tons com os quais construía suas paisagens mineiras sempre envoltas em uma atmosfera de sonhos.
Guignard, é o tema de um trabalho inédito no Brasil, que, por meio de análises químicas e físicas, começa a dissecar uma a uma suas telas e as finíssimas camadas escondidas por trás delas. Com um raio X e luz infravermelha, por exemplo, ficou claro que Guignard pouco remendava ou retocava suas pinturas, produzindo longas linhas de uma vez só, sem interrupções nem sinal de indecisão. Movia-se por tamanha segurança que, em seus desenhos, os traços chegavam a formar vincos no papel, como mostraram as microfotografias da superfície.

Nem mesmo o alcoolismo – de cujas complicações morreria em 1962, aos 66 anos – era um obstáculo para suas pinceladas certeiras. A investigação científica em obras de arte é comum na Europa e Estados Unidos, tendo ajudado a desvendar segredos por trás de quadros de mestres.
Para fazer a análise de 62 pinturas e desenhos de Guignard, cientistas do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, ligado à Universidade Federal de Minas Gerais, fizeram uso de técnicas e equipamentos variados: além do raio X, luzes infravermelha e ultravioleta e testes químicos em amostras removidas da pintura original. “O estudo reforça que Guignard era um virtuose dos pincéis e um grande conhecedor das técnicas, como poucos de seus contemporâneos”, dia a restauradora Ana Maria Ruegger, coordenadora da pesquisa ao lado da química Claudina Moresi.

Os fragmentos extraídos de suas telas, examinados em microscópio, mostram que Guignard preferia não pintar sobre tela branca, mas cobri-la antes com uma tinta acinzentada – técnica conhecida como imprimatura, usada no Renascentismo para garantir maior unidade e, ao mesmo tempo, contraste entre as cores. O pintor juntava resina às tintas, hábito disseminado na Holanda do século XVII, e usava a mistura para produzir camadas finíssimas de cores diferentes, uma sobre a outra.
Guignard, também costumava chegar a seus próprios tons a partir de cores primárias – seu apuro técnico nesse processo possibilitava as límpidas nuances que lhe são característica. O pintor passou as duas décadas finais de sua vida em Minas Gerais, suas obras foram valorizadas pelo mercado de arte depois de todos os outros modernos, seus quadros não revelam, em absoluto, o lado mais sombrio (vividos por episódios trágicos ao longo de sua vida) do homem que se realizou por meio dos pincéis.